Há um novo supermaterial na área, e apesar de ser conhecido como “grafeno branco”, ele não contém um único átomo de carbono (ao contrário do grafeno). Mas isso não o torna menos útil: esta nova forma de nitreto de boro consegue sugar, em um instante, produtos químicos de água contaminada.

Assim como o grafeno, esta forma de nitreto de boro assume uma estrutura hexagonal plana, e seus átomos ficam dispostos em grandes camadas bidimensionais.

Cientistas primeiro acreditavam que o grafeno branco poderia ser útil na eletrônica, mas parece que sua forma nano é um sistema altamente eficiente para a coleta de poluentes.

Uma pesquisa publicada na revista Nature Communications mostra que o grafeno branco absorve todo tipo de poluentes orgânicos – como produtos químicos industriais e óleo de motor – mas pode ser limpo e reutilizado mais facilmente do que outros nanomateriais antes sugeridos para usos semelhantes. O segredo para o sucesso do grafeno branco está em sua estrutura porosa, o que lhe permite absorver facilmente os contaminantes.

Na verdade, o material pode absorver até 29 vezes o seu próprio peso em óleo de motor – e mantendo a capacidade de flutuar na água, mesmo quando completamente saturado. O material poderia, então, ser despejado em um rio contaminado, fazer o seu trabalho, e então ser facilmente recuperado. Para limpá-lo, é preciso aquecê-lo em um forno industrial – isso expulsa os poluentes.

Resta ver, no entanto, se o material poderá ser produzido em massa de forma barata, para torná-lo uma solução prática na limpeza de água. Esperamos que sim. [Nature Communications via BBC]

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