Em vestibulares, geralmente você pode levar seu celular, mas o deixa desligado na sala. Mas, pela primeira vez, a Unicamp proíbe entrar no local de prova portando celular. Se você for pego com celular durante a prova, mesmo desligado, você é eliminado. O único gadget que eles deixam entrar é relógio analógico, de ponteiro – até relógio digital está proibido. Acho que os guarda-volumes vão ganhar rios de dinheiro com isso.

Ano passado, o Enem já teve problemas com alunos que usaram o celular para tuitarem durante a prova. Este ano, a situação se repetiu com mais de dez alunos. No Enem, é proibido usar qualquer aparelho eletrônico – mas é permitido levá-los para a sala do exame. Depois do fiasco do Enem, imagino que a Unicamp não queira se arriscar com celulares que, conectados à internet, fazem muito mais do que apenas ligações.

Eu já fui em um lugar onde gadgets são proibidos de entrar: o consulado americano em São Paulo. Quem estava com celular, MP3 ou outro gadget precisava deixá-lo no carro ou em guarda-volumes bem convenientes oferecidos pelo comércio ao redor. Na embaixada eles são mais rígidos que na Unicamp, claro – eu tive que pegar uma fila quilométrica duas vezes porque esqueci um fone de ouvido quebrado na minha mochila, e fones são proibidos. Mas com certeza os locais de prova terão locais com guarda-volumes para os jovens deixarem seus celulares e afins, enquanto tentam entrar em uma das melhores universidades do Brasil.

O que você acha: proibir a entrada de gadgets é um exagero, ou deve servir de exemplo para outros exames? [G1]

Foto por Jeffrey Pott/Flickr