A memória flash é rápida, estável, mas tem seus problemas. Ela tem tendência a se desgastar após muito uso, por exemplo. Mas agora existe uma maneira de lidar com esse problema, que pode levar a uma memória flash NAND que se autorregenera e que pode durar por muito, mas muito mais tempo do que as que temos hoje.

A descoberta foi feita pela empresa Macronix, de Taiwan, que percebeu que a chave para memória NAND de maior duração é a aplicação estratégica do calor. Se você esquentar a memória a uma temperatura de 250ºC por algumas horas, você consegue devolver a ela um pouco da sua vida. O problema é que isso não é exatamente prático.

Agora a Macronix trabalha em uma solução que seja mais prática: um chip com aquecedores on-board. Em vez de esquentar o chip inteiro, ele agita setores não utilizados com uma grande rajada de calor (cerca de 760ºC) de vez em quando. Isso dá à memória uma vida útil de cerca de 100 milhões de ciclos, muito maior do que os atuais 100.000 a 1 milhão.

Mas antes que você fique empolgado, as versões comerciais ainda não estão a caminho. A Macronix vai apresentar a tecnologia durante a conferência internacional de dispositivos eletrônicos da IEEE. É uma tecnologia empolgante de qualquer forma e certamente vai aparecer para os consumidores em algum momento no futuro. [PhysOrg]