A greve dos caminhoneiros chegou ao oitavo dia e o reabastecimento das cidades está bem comprometido – já é rotina as notícias sobre as filas enormes em postos de combustíveis e a preocupação com as frotas de transporte público. Agora, a situação pode zoar os serviços de celular e internet.

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Quem diz é a SindiTelebrasil, sindicato que representa as empresas de telefonia móvel, entre elas Vivo, Claro, Oi e TIM. Por meio de um comunicado enviado neste domingo (27), as operadoras alertaram que devido à falta de combustível, a manutenção das redes pode ficar comprometida e serviços de reparo essenciais podem derrubar as operações. Os avisos já vinham acontecendo desde sábado.

O sindicato encaminhou no domingo uma solicitação formal para a Anatel, pedindo que seja priorizado o abastecimento da frota de veículos utilizados na manutenção e escolta de caminhões-tanque até os reservatórios de abastecimento dos geradores usados nas centrais de telecomunicações.

As prestadores afirmam que os estoques de combustível estão praticamente zerados e baseiam a solicitação no decreto 9.382, de 25 de maio de 2018. Elas argumentam que a medida é necessária para preservar a “infraestrutura considerada crítica”, conforma cita o decreto assinado na última sexta-feira (25) por Michel Temer.

De acordo com as operadoras, a não manutenção pode prejudicar milhares ou até milhões de pessoas e que órgãos com atividades essenciais, como hospitais, bombeiros, segurança pública também podem ficar sem serviços de telefone, SMS e internet.

Michel Temer anunciou na noite deste domingo a redução de R$ 0,46 no litro do diesel por 60 dias, isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios, ajustes posteriores a cada 30 dias, entre outras medidas. De acordo com o G1, entidades que representam caminhoneiros aprovaram as medidas, mas disseram que precisam de tempo para desmobilizar os motoristas parados nas estradas.

Imagem do topo: IMTFI/Flickr