Lançado em outubro do ano passado, o GTR 3 Pro é um smartwatch que está atualmente no topo da família de dispositivos vestíveis da Amazfit. Ele possui integração com Alexa, apresenta ótima duração de bateria, além de contar com uma versão atualizada do sistema Zepp OS.

Apesar de ter um preço mediano para a categoria, o dispositivo conta com alguns recursos que lembram os aparelhos de ponta. Confira abaixo o nosso review:

Construção do GTR 3 Pro

O Amazfit GTR 3 Pro é feito de liga de alumínio e possui uma caixa de 46 mm e 10,6 mm de espessura, o qual considero um bom tamanho para um relógio fitness. O corpo é redondo e conta com uma tela de vidro temperado com tecnologia AMOLED e resistência a impactos. Mesmo com algumas batidas involuntárias durante os testes, a tela não apresentou nenhum risco ou arranhão. Quanto ao brilho, senti um pouco de dificuldade para utilizá-lo sob sol forte.

O relógio acompanha uma pulseira com alça de 22 mm, com orifícios suficientes para caber na maioria dos pulsos. Ela também pode ser substituída facilmente por meio de um mecanismo de pino muito simples de ser usado.

Um ponto que considero positivo é a presença de dois botões físicos, sendo um deles com uma coroa giratória. Além de facilitar a navegação pelos menus, os botões são customizáveis, podendo ser utilizados como atalhos para aplicativos mais usados. Já na parte inferior, é possível encontrar o mais recente sensor BioTracker 3.0, fabricado pela Zepp Health.

Relógio traz caixa curva e visual atraente, com duas opções de pulseiras.

O relógio é leve e tem uma pulseira confortável. Porém, eu senti uma leve coceira na pele, principalmente na área de contato com os sensores. Contudo, essa pequena irritação é comum ao utilizar smartwatches de outras marcas.

O aparelho também conta com uma caixa de som estranhamente posicionada próxima do contato com a pele do braço. Isso significa que, dependendo da posição da mão, a caixa de som é facilmente abafada, quando o GRT 3 Pro é usado no braço direito. Se ela fosse posicionada alguns milímetros para cima, este problema seria solucionado.

De acordo com a fabricante, o gadget tem resistência à água de até 50 metros, porém, não é recomendado tomar banho quente ou ir a uma sauna com ele, pois o vapor pode afetar a vedação do aparelho, tornando menos resistente à água no futuro.

Novo sensor BioTracker 3.0, que monitora métricas de saúde e atividades físicas.

Pulseira

O GRT 3 Pro conta com duas opções de pulseira, fabricadas em couro legítimo ou borracha de fluoroelastômero. O modelo que testei – para o meu azar – foi o de couro. Além do fato de eu ser vegano, não considero que uma pulseira de couro seja uma decisão acertada para um relógio esportivo, sendo que o material estará exposto a luz solar direta, potenciais respingos de chuva e suor excessivo durante atividades físicas. Assim como outros produtos em couro, ele pode manchar ou desbotar no médio e longo prazo.

Além disso, como o relógio foi feito para ser resistente à água, indicado inclusive para esportes aquáticos, como natação em piscina ou em águas abertas, por exemplo, é um pouco estranho existir a opção da pulseira de couro. Inclusive, no próprio site da Amazfit existe a recomendação para a troca desta pulseira no caso do uso do GRT3 Pro em esportes aquáticos.

Em pouco mais de um mês de uso, também já é possível notar algumas marcas de uso na pulseira de couro. Por isso, a recomendação seria optar pelo relógio com uma pulseira de borracha feita de fluoroelastômero, mas não testamos este material.

Marcas de uso após um mês testando o smartwatch.

Sistema Operacional

Para este review, o sistema do relógio foi atualizado para a versão 8.30.13.1, do Zepp OS. O procedimento pode ser feito ao emparelhar o relógio com um celular (Android e iOS).

No meu caso, foi preciso um pouco de paciência. Além da demora para baixar e transferir o arquivo para o GTR 3 Pro via bluetooth, a primeira tentativa de atualização falhou, o que me obrigou a repetir o procedimento desde o início. Com isso, demorou quase duas horas para finalmente conseguir concluir a atualização.

A nova versão introduziu a opção de transmissão de voz da Alexa, a possibilidade de configurar um alarme semanal, otimizou o algoritmo do barômetro/altímetro, corrigiu bugs e fez melhorias na estabilidade do sistema.

No geral, eu achei o sistema do relógio bem intuitivo e com várias opções de personalização. Arrastando a tela para baixo, é possível ter acesso rápido aos principais controles do dispositivo, como brilho, volume, lanterna, entre outros. Para cima, é possível ter acesso às notificações e lembretes. E, movendo a tela da esquerda para a direita (e vice-versa), é possível navegar por cartões de atalhos, todos personalizáveis por meio do aplicativo Zepp, para celular.

Visão do aplicativo Zepp, para monitoramento de métricas de saúde.

Recursos do GTR 3 Pro

O Amazfit GTR 3 Pro conta com um sistema de medição biométrica 4 em 1, que monitora durante todo o dia a frequência cardíaca e respiratória, assim como o nível de oxigênio no sangue e estresse. Além da configuração automática, os quatro podem ser medidos simultaneamente a qualquer momento ao simples toque de um botão.

Os recursos também incluem rastreamento do sono, medição de temperatura, contador de passos, entre outros. O relógio já apresenta alguns gráficos simples, mas, para ter acesso aos dados de forma mais detalhada, é preciso acessar o aplicativo para celular.

O smartwatch conta ainda com uma extensa lista de monitoramento de atividades físicas, incluindo treinos de corrida, ciclismo, natação, combate e até dança. Ao praticar os treinos, ele gera uma pontuação chamada de PAI (sigla de “Personal Activity Intelligence”), que mede o impacto das atividades na saúde do usuário.

Caixa de som mal posicionada pode ser abafada de acordo com a posição da mão.

Além dos apps de saúde e fitness, o GTR 3 Pro também traz wallpapers personalizáveis, tendo dezenas de opções disponíveis, sendo instalados por meio do aplicativo Zepp do celular.

Ele possui ainda aplicações, como alarmes, calendários, relógio mundial, bússolas, memorandos de voz, controle remoto de câmera, previsão do tempo, além de responder a alguns comandos da Alexa. Muitas dessas aplicações eu passei a utilizar exclusivamente no smartwatch, o que reduziu consideravelmente o meu tempo de uso do smartphone.

Eu particularmente gostei do despertador inteligente, que me acorda com uma leve vibração e apenas no momento em que eu estou com sono leve. Eu já utilizava um aplicativo para esse fim no meu celular, mas com o GTR 3 Pro posso deixar o smartphone longe da cama.

Porém, deixo uma ressalva: apesar de o relógio ter a capacidade de reproduzir música, senti falta do Spotify ou do Deezer na loja de aplicativos da Zepp. Na verdade, senti falta de vários aplicativos de terceiros.

Bateria

O smartwatch da Amazfit possui um gerenciamento de bateria impressionante, apresentando uma excelente duração. Segundo a fabricante, o GTR 3 Pro tem autonomia para 30 dias no modo de economia de bateria, 6 dias em um cenário de uso intenso e 35 horas com uso contínuo do GPS.

No meu caso, com uso moderado, ele aguentou um pouco mais de 2 semanas longe da tomada, sendo utilizado diariamente para caminhadas, fazer medições de saúde regulares e monitorar o sono. Para produtividade, eu também usei ao longo do dia o recurso de temporizador, que permite utilizar a técnica do pomodoro para trabalhar.

Carregador magnético que acompanha o GTR 3 Pro na caixa.

Entretanto, vale destacar que eu fiz alguns ajustes que contribuem para uma maior autonomia da bateria, como limitar a quantidade de medições automáticas durante o dia e emparelhei poucas vezes o relógio com o celular.

Além disso, eu desliguei a opção de ligar a tela automaticamente, o que também ajuda a reduzir o consumo de bateria. Por mais que ele seja um recurso prático, me incomodava o fato de a tela do relógio ligar todas as vezes que eu fazia um simples movimento do braço, principalmente enquanto estava tentando dormir.

O dispositivo não possui suporte ao carregamento sem fio. O carregamento é feito por meio de um conector proprietário magnético fornecido pela fabricante, porém, o carregador de tomada não vem na caixa.

Durante os testes, para passar de 10% a 100% de carga, levou cerca de uma hora e dez minutos de carregamento, o que considerei uma ótima marca, já que o produto tem autonomia de vários dias antes de precisar passar por uma nova carga.

Conclusão

O GTR 3 Pro é um bom produto para quem pretende dar aquele upgrade nas pulseiras inteligentes ou quer entrar de vez no mundo dos smartwatches, mas ainda não está convencido a pagar mais caro por um Apple Watch 7 (disponível aqui) ou mesmo o Galaxy Watch 4, por exemplo.

Além do preço mais em conta – na faixa dos R$ 1.300 – a autonomia da bateria é um grande diferencial do dispositivo, tendo o benefício de entregar muito dos recursos que vem em outros modelos rivais e mais caros. Para quem pretende começar a praticar corrida ou adotar hábitos mais saudáveis, o GTR 3 Pro é um excelente smartwatch de entrada.

Deixo o meu ponto negativo para a loja de aplicativos bastante vazia, mas que, provavelmente, deverá receber atualizações ao longo do tempo.

A opção de pulseira de couro, que impede o uso do produto em esportes aquáticos, é algo incompreensível, mas é possível trocá-la facilmente por outra de borracha – ou comprar a versão do relógio que já vem com a pulseira de fluoroelastômero.

O problema de abafamento da caixa de som não será um problema se você – assim como eu – usar o relógio no braço esquerdo. E, particularmente, eu não me incomodo com o fato dele não ter suporte a carregamento sem fio, uma vez que ele vai passar conectado na tomada poucas vezes ao longo do mês.

Para quem estiver interessado no gadget, abaixo é possível adquirir as duas opções do relógio inteligente da Amazfit:

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