Ele é volumoso (apesar de fino) mas surpreendentemente leve (pesa 680g). É bom de segurar. Bonito. Parece que foi desenhado por Tony Stark. O vidro é meio rubbery. E é rááááápido.

A Apple não falou muito nesse quesito, mas é talvez o maior grande benefício do iPad: velocidade. Ele parece pelo menos uma geração mais rápido que o iPhone 3GS. Lags e esperas não existem, e o sistema operacional e os aplicativos respondem tão rapidamente quanto você esperaria. Rotacionar entre os modos retrato e paisagem especialmente, é onde os cavalos de potência se manifestam no sistema operacional.

 

Hardware

Imagine, se você conseguir, um Macbook Pro unibody super leve que é menor, mais fino e bem, beeeem mais leve  Ou, uma perspectiva um pouquinho diferente, pense em um iPhone maior que foi feito em uma peça única, o mesmo processo do unibody. O iPad realmente parece uma amálgama dessas duas linhas de protudos da Apple. E, na mão, ele é legal – não tão pesado de forma alguma. 

A tela pareceu bacana (a resolução é de 1.024 x 768) e é capaz de mostrar texto pequeno de maneira detalhada. Ele responde maravilhosamente bem ao toque.

Um negócio que pareceu esquisito no hardware é o botão de Home. No modo retrato, apertar o botão é bem menos natural que no iPhone, já que nossas mãos tendem a ficar paradas no meio do corpo, segurando cada lado (não na parte de baixo). Um botão nessa parte do iPad, como rola no Kindle, não seria uma má idéia, mesmo que quebrasse todo o minimalismo. 

 

Teclado

Escrever segurando o iPad na vertical é um pouco melhor que o esperado, mas precisamos esticar um bocado os dedos das nossas mãos de tamanho médio, o que significa que letras como o F, G e H precisarão de um certo condicionamento para ser alcançadas. E que tal digitar com ele em modo paisagem, deitado em uma superfície? Bom, isso é problemático também, já que o iPad não fica exatamente parado no lugar. A parte de trás não é perfeitamente lisa, o que significa que a superfície de digitação não é exatamente plana, então o teclado virtual fica bem mais difícil de ser usado.

 

iBooks

É uma ilusão de ótica, mas apenas ver apenas pelo fato de ver a profundidade das páginas faz o aplicativo iBook passar mais a sensação de um livro que o Kindle jamais deu a mim. O texto é nítido, e apesar da tela ser brilhante, não parece cansar a vista – mas apenas o tempo confirmará isso.

 

Fotos

Zoom-in e zoom-out com os dedos, ir para um ponto específico – como dissemos, a manipulação de imagens é rápida. O aplicativo de foto é mais rápido que o iPhoto rodando no meu laptop com Core2Duo que já está ficando velhinho.   

 

Navegação

Pelo Wi-Fi, a página do Gizmodo carregou rápido. A tela de 9,7” tem um tamanho excelente para ler o site. Dá para dar o zoom usando a pinçada de dedos, mas você provavelmente não vai precisar. É claro que, em uma experiência de navegação tão bonita, não ter Flash, com caixas vazias no meio da página, é uma decepção.  Em outras palavras: a grande falha do browser mobile da Apple (o Safari do iPhone e sua falta de flash) nunca esteve tão aparente.