Agora que smartphones com telas HD estão se tornando padrão, é preciso subir o nível. O HTC Droid DNA, anunciado hoje nos EUA, dá esse passo adiante. Ele é o primeiro modelo lançado no ocidente com tela Full HD — é a versão norte-americana do J Butterfly, também da HTC, anunciado faz algumas semanas no Japão.

Por mais que ele não chegue ao Brasil, é um prenúncio de como serão os smartphones Android em 2013. Vá se acostumando desde já.

Ele foi lançado com exclusividade pela operadora Verizon (ou seja, nada de funcionar em redes GSM), e botamos as mãos em um para saber como é.

Esta coisa é insana.

O Droid DNA tem uma tela de 5″, resolução de 1080p e tela Super LCD 3. O display tem 1920×1080 pixels, uma densidade de 440 PPI (pixels por polegada). Essa é a maior densidade em qualquer tela de dispositivo móvel a chegar ao mercado, e com uma grande vantagem. Para colocá-la em perspectiva, o iPhone 5 tem 326 PPI, ou 114 pixels a menos por polegada do que o Droid DNA. Ele também supera qualquer tablet, notebook ou TV disponível atualmente. Isso é loucura. O Droid DNA usa a atualizada tecnologia Super LCD 3. O que isso significa, além de ser um número acima da versão anterior? A HTC diz que melhorou os ângulos de visão em 80º. Ela deixou a tela mais brilhante e aumentou a taxa de atualização para que não haja borrões. A tela ainda é revestida por Gorilla Glass 2.

Droid DNA ao lado do Galaxy S III.

O que temos dentro?, alguém pergunta. O Droid DNA não desaponta aqui. Ele tem um processador Snapdragon S4 Pro quad-core de 1,5 GHz que torna o Optimus G e o Nexus 4 os smartphones mais rápidos que já usamos. Acrescente 2 GB de RAM e o Android 4.1 (Jelly Bean, com a Sense UI da HTC por cima), e você tem muita velocidade. Ele ainda vem com uma câmera de 8 MP com abertura f/2.0, 16 GB de espaço interno (sem opção para 32 GB), NFC, áudio Beats e suporte ao LTE/4G da Verizon. O DNA também é um dos primeiros smartphones a suportar recarga por indução (sem fios).

Uma especificação que gera alguma desconfiança é a bateria e sua capacidade de 2.020 mAh. Sim, é mais do que a média dos smartphones, mas com essa tela gigante, LTE e um processador poderoso, talvez não seja suficiente. O Note 2, que tem meia polegada a mais, vem com uma bateria de 3100 mAh.

Em mãos com o HTC Droid DNA

De início, o nosso maior receio é de que ele fosse muito grande. Um foblet como o Note que é difícil de usar com uma mão só. Surpreendentemente, ele não parece em nada com o Note. Na real, ele se parece mais com o Galaxy S III – veja a foto acima. Ele tem a mesma largura, é quase tão fino quanto, só é um pouco mais alto. Isso acontece porque o vidro da tela se funde com as laterais curvadas. Basicamente, é uma tela gigante que não parece gigante das formas desconfortáveis que esperávamos.

E falando em telas, caramba. Esta é simplesmente a melhor tela. A HTC já tinha esse título e eles apenas superaram a si mesmos. É brilhante, as cores são adoráveis e é inacreditavelmente bem definida. Segurá-lo ao lado de um iPhone 5 não só mostra que mais texto cabe na tela, mas que o texto é maior, mais definido e fácil de ser lido.

Comparando com a tela do iPhone 5.

O design do smartphone é bem bom. Ele usa aquele policarbonato fosco e resistente que o HTC 8X tem, com a mesma curvatura que se encaixa tão naturalmente na sua mão. É suave, mas aderente o bastante para não escorregar pela sua perna se você deixá-lo ali por um segundo (o que acontece com o Nexus 4, constantemente). A câmera não tem mais aquela “barriguinha”; em vez disso, ela está nivelada com o resto do aparelho. Ele tem o mesmo conjunto ótico da série HTC One: bem competentes embora, talvez, não tanto quanto os modelos de ponta da Samsung. Infelizmente não há espaço para um cartão microSD, nem opção de 32 GB. A única coisa que não merece um dedão positivo de aprovação é a portinhola da entrada micro USB: é um pedacinho de plástico frágil. Novamente, se você comprar o carregar wireless (vendido separadamente), provavelmente nunca terá que se preocupar com isso.

Nesse breve tempo, o Droid DNA parece rápido e bom de usar. A HTC manteve os mesmos botões físicos da série One (em vez de adotar o design sem botões dos Nexus). Para abrir o Google Now, apenas segure o botão home. É tudo bem suave. Eu abri uma tonelada de apps de uma vez e eles continuaram a carregar rapidamente, sem deixar o sistema lento. Ele talvez não seja tão rápido quanto o Nexus 4, mas até onde posso dizer, chega bem perto.

Por essas primeiras impressões, fica claro que ele é o novo smartphone Android a ser batido.