A primeira dúvida sobre o novo Nokia Lumia 1020 é como ficam as fotos tiradas com ele. E sim, elas ficam ótimas. Mas o que pode ter passado despercebido foi o resto do smartphone, que ainda é, como você deve lembrar, um smartphone. E ele também parece ótimo.

Ao pegar o smartphone na mão, você percebe como ele é leve. Muito mais leve do que parece! O 1020 é esbelto, mas não é fino demais, fazendo com que seu peso seja surpreendente. O acabamento fosco em policarbonato parece forte, mas ele não tem peso. Ele tem 158g, o que é menos do que o não-tão-pesado-assim Lumia 928, e apenas um pouco mais do que o HTC One de 143g e o Galaxy S4 de 130g. O iPhone 5 tem 112g, mas também é bem menor. E essa questão do peso é definitivamente uma coisa boa, considerando que o PureView 808 era quase uma bigorna.

O 1020 não é apenas leve, ele também não é feio. Isso é algo surpreendente, já que havia uma chance enorme dele ser completamente disforme, de um jeito que nem os melhores designers da Finlândia conseguiriam esconder. Não é o telefone mais bonito do mundo, mas é não-feio o suficiente para você considerar a compra.

E então você segura ele, e eis outra surpresa. A protuberância na parte de trás do smartphone não é tão ruim como parece em algumas fotos, mas você vai precisar de um tempo para se acostumar. Ele não se encaixa perfeitamente na sua mão, e se você usou algum smartphone nos últimos sete anos, vai levar um tempo para se ajustar. Não é uma inclinação muito íngreme, porém, e se você não tem mãos grandes, talvez consiga um valor ergonômico ao usar o suave declive para descansar os dedos.

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E então tem a câmera. É excelente, como já esperávamos. Tocar em áreas da tela para o zoom é impressionante, e as imagens são incríveis para um smartphone. Acreditaria que elas foram tiradas com uma boa point-and-shoot se ninguém me dissesse o contrário. E o desempenho das cores da tela faz a imagem ficar fantástica (talvez um pouco saturada, mas essa é uma espécie de norma das boas câmeras de smartphones atualmente). Você também poderá calibrar a tela quando a atualização Windows Phone Amber for liberada, mas isso é mais para frente.

Não pudemos nos enviar nenhuma foto tirada nele (por causa de firmware beta). O foco manual não funciona durante a gravação de vídeo (um sonho para os nerds de vídeo), mas o acesso relativo aos controles é muito bom.

Dar zoom no modo vídeo, estabilizado apenas por OIS (estabilização óptica de imagem), torna a imagem surpreendentemente estável. Com zoom no máximo e andando com o smartphone na mão, o vídeo ficou aceitável, o que é impressionante.

Falando nisso: o app Nokia Pro Camera pode ser tão impressionante como a própria câmera. Os botões de controle são magníficos, e também uma experiência de usuário ótima. Você puxa o disparador da esquerda e encontra os botões de controle. Exposição, foco, ISO, controle de branco, todos eles. E se você quiser voltar ao padrão automático, é só deslizar o disparador para a esquerda novamente. Também é possível acessar configurações individuais ao tocar nelas no topo da tela. É bem fluído em uso prático, e, sinceramente, algo que empresas como Nikon e Canon poderiam usar nas suas touchscreens.

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O Nokia Camera Grip vai ser bem caro (US$ 80), mas parece excelente a primeira vista. Ele tem uma bateria de 3000mAh nele, o que é bom para começar, e é feito do mesmo policarbonato dos smartphones. É bem sólido – sólido como o Mophie, que é bem sólido – e o disparador funciona muito bem. Além disso, o grip extra torna o uso dos botões de controle ainda mais simples, já que você não vai sentir como se estivesse esbarrando na tela acidentalmente. A desvantagem é que, se suas mãos são pequenas, o manuseio dos controles no canto esquerdo é mais complicado.

Infelizmente não conseguimos compartilhar as fotos que tiramos, já que estávamos brincando com um protótipo. Mas, no geral, ele é fantástico, e tem tudo para ser uma coisa espetacular para você carregar o tempo inteiro.

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