Além do Galaxy Note 3 e do relógio Galaxy Gear, a Samsung anunciou um novo tablet na IFA: a segunda geração do Galaxy Note 10.1. Ele aprendeu com os erros do passado e agora está bem melhor, por fora e por dentro.

Primeiro, a Samsung resolveu o acabamento externo, que deixava a desejar. No modelo anterior, a parte traseira era um plástico sem acabamento premium e muito flexível – não é o que você espera de um bom tablet.

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O Galaxy Note 10.1 2014 Edition, por sua vez, segue a mesma linha do Note 3: traseira de plástico, mas que imita couro (inclusive a costura nas bordas) e é mais sólido. Ou seja, ele está bem melhor de segurar, e retém menos marcas de dedos. Na traseira há uma câmera de 8 megapixels com flash e zero lag (também há uma câmera frontal de 2 MP).

O tablet ainda ficou mais fino (7,9 mm) e mais leve (535g na versão Wi-Fi), mesmo com uma bateria maior de 8.220 mAh. No entanto, em modo retrato, ele fica mais pesado quando o seguramos com a mão esquerda – o peso não é igualmente distribuído.

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Na versão anterior, outro ponto fraco era a resolução da tela: apenas 1200 x 800, bem menos do que o iPad Retina lançado alguns meses antes. Mas agora o Note 10.1 traz uma tela com resolução WQXGA 2560×1600, o que resulta em uma densidade de pixels de 299 ppi.

A tela realmente é bastante nítida e tem ótimos ângulos de visão: é possível incliná-la e ver o conteúdo sem muita distorção. O display usado é um Super Clear LCD, e não Amoled.

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Além disso, o modelo anterior recebeu críticas quanto ao seu desempenho: ele dava pequenas travadinhas aqui e ali, mesmo com um hardware parrudo. Mas desta vez, a Samsung foi longe nas especificações. Agora você leva um processador octa-core nas versões Wi-Fi e 3G (quad-core na versão LTE) e 3 GB de RAM.

Isso é o bastante para evitar engasgos? Bem, a situação melhorou bastante. Antes, ao abrir dois apps lado a lado, o primeiro Note 10.1 sofria para lidar com os dois. Depois de atualizações de software, o problema foi resolvido. No novo Note 10.1, não notei qualquer lag nesse caso. O tablet é rápido em abrir apps, e ao deslizar entre telas.

Mas a experiência ainda não está perfeita. Peguei um dos tablets para testar, e notei que a navegação pelas telas estava engasgando um pouco; após fechar todos os apps, ele ficou rápido em todas as tarefas. Mas é meio preocupante que ele “canse” após certo tempo de uso; esperamos que isso seja resolvido na versão final.

E se você deslizar bem devagar entre as telas, vai notar que o tablet se “esforça” um pouco para renderizar a imagem em resolução 2560×1600, como se ela não ficasse totalmente fluida. É algo mínimo, mas que sempre aparecia em nosso teste.

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A caneta S Pen, que se encaixa no corpo do tablet, é basicamente a mesma do modelo anterior. Ela tem uma ponta fina e mais comprida que no Note 3, mais um botão para os comandos especiais. Há suporte a diferentes níveis de pressão em certos apps. Uma novidade (em relação ao modelo do ano passado) é que a caneta pode ser usada nos botões Voltar e Menu, e funciona bem até quando pressionamos o botão Home com ela – você pode usar o tablet só com a S Pen.

O Note 10.1 já roda Android 4.3, porém com TouchWiz e recursos especiais para a S Pen. Essas funções são as mesmas do Note 3: o Air Command permite acessar cinco funções através de um menu radial, incluindo notas inteligentes escritas à mão (cuja escrita o tablet reconhece), e captura de conteúdo para guardá-lo (com o link) no scrapbook.

Mas há apps exclusivos para o Note 10.1: os “content gifts” mantêm a tradição da Samsung de diferenciar seus tablets com conteúdo adicional. Reconhecendo que o Android ainda não tem tantos apps para tablet quanto deveria, a Samsung oferece versões da Bloomberg BusinessWeek, New York Times e do Twitter para a tela maior. Eles funcionam rápido e muito bem. Os apps também são compatíveis com a S Pen: é possível enviar desenhos via Twitter, e fazer comandos no app da BBW.

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E bem, o que seria de um dispositivo da Samsung sem uma função com utilidade questionável? Conheça o My Magazine: para acessá-la, basta tocar no botão Home quando você já estiver na tela inicial; ela surgirá da parte inferior. O app permite a você acompanhar notícias de temas que lhe interessem, mais atualizações de redes sociais e conteúdo pessoal (como suas anotações à mão). Sim, ele lembra muito o Flipboard, porém com usabilidade inferior. Provavelmente você não usará isso.

O Samsung Galaxy Note 10.1 estarão disponíveis para venda a partir de 25 de setembro; preços ainda não foram divulgados. Ainda não sabemos quando ele será lançado no Brasil.

O Gizmodo Brasil viajou para Berlim a convite da TP Vision.