A espaçonave japonesa Hayabusa2 chegou tentadoramente perto do asteroide Ryugu nesta terça-feira (7), oferecendo uma visão sem precedentes de sua superfície coberta de pedregulhos.

Duas semanas atrás, a Hayabusa2 chegou a seis quilômetros de distância do Ryugu, mas a descida desta terça, a terceira da missão, viu a espaçonave chegar a 851 metros do asteroide, o encontro mais próximo já feito até hoje. Os planejadores da missão estão se preparando para um procedimento que fará a Hayabusa2 coletar amostras de rocha e poeira da superfície do Ryugu. A descida desta terça foi feita para medir o fraco puxão gravitacional exercido pelo asteroide de um quilômetro de largura.

Superfície do Ryugu vista de uma altitude de 1.250 metros. Imagem: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto Chiba de Tecnologia, Universidade de Meiji, Universidade de Aizu, AIST

Durante a descida, a Hayabusa2 tirou fotos com sua câmera de navegação ótica de telefoto (ONC-T, na sigla em inglês) e sua câmera de navegação ótica grande angular (ONC-W, na sigla em inglês). A barra de escala de dez metros na parte inferior das fotos fornece a perspectiva necessária. O que parecem algumas pedras espalhadas pela superfície são, na verdade, grandes pedregulhos.

Visão de câmera com ângulo grande angular mostrando o asteroide inteiro. O quadrado em vermelho corresponde à fotografia tirada a uma altitude de mil metros. Imagem: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto Chiba de Tecnologia, Universidade de Meiji, Universidade de Aizu, AIST

Durante a operação de medição de gravidade, os cientistas da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial) monitoraram cuidadosamente o movimento da espaçonave à medida que ela fazia sua queda livre e sua subida, observando a força da gravidade do asteroide na sonda. A JAXA ainda precisa decidir de onde quer que a sonda extraia suas amostras de superfície e onde vai implantar as pequenas sondas de superfície adicionais. Isso deve acontecer em alguns meses, com a sonda voltando à Terra com suas amostras no final de 2020. Porém, como mostram essas novas fotos, a superfície do Ryugu é complexa e traiçoeira. Escolher um local de aterrissagem ideal não será fácil.

Ao estudar os fragmentos que compõem Ryugu, os cientistas esperam fazer descobertas importantes sobre a composição do antigo Sistema Solar e as condições que deram origem à vida na Terra. Os asteroides são objetos antigos e muitas vezes possuem traços de água ou de materiais orgânicos (ou ricos em carbono).

[JAXA Hayabusa 2 Project]

Imagem do topo: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto Chiba de Tecnologia, Universidade de Meiji, Universidade de Aizu, AIST