O Windows 8 é um ótimo sistema para notebooks híbridos, já que ele tem uma interface ótima para ser usada para touchscreens ao mesmo tempo que também exige um teclado físico na hora de usar o Office, por exemplo.

Os primeiros laptops híbridos que saíram junto com o Windows 8 tentaram vários jeitos de misturar a tela sensível ao toque com o teclado, seja fazendo um teclado destacável (como no Asus Transformer Book), teclado deslizante (no Sony Vaio Duo 11), uma tela que dobra em 360º (Lenovo Yoga) ou uma tela que gira para cima (Dell XPS 12).

Agora outro formato ganha força, que é a tela que gira para os lados. Ele não é exatamente novo – a HP produz aparelhos assim já tem um tempo – mas alguns lançamentos recentes mostram que fabricantes passaram a ver o modelo como uma boa alternativa.

Um dos aparelhos é o ThinkPad Edge Twist, da Lenovo, com tela de 12,5 polegadas. Ele pesa cerca de 1,5kg e 19,8 mm de espessura.

Ele tem uma dobradiça central que faz a tela girar para todos os lados. Você pode colocá-la em cima do teclado, ou na parte de trás dele, ou deixá-lo em uma posição de “barraca” (como na foto abaixo).

Já o Gigabyte U2142 tem uma tela menor (11,6 polegadas) e praticamente o mesmo pesodo ThinkPad Edge (cerca de 1,5kg) e é mais grosso (21mm de espessura). A tela gira apenas em 180º- você não consegue colocá-la atrás do teclado, dá apenas para cobrí-lo.

E a HP, que já lança aparelhos assim tem um tempo, também tem um novo EliteBook híbrido – o EliteBook Revolve. Com tela de 11,6 polegadas e mais leve que o U2142 e o ThinkPad Edge (ele pesa 1,36kg). A HP não divulgou a espessura dele, mas o EliteBook Revolve tem uma vantagem em relação aos concorrentes – ele conta com uma entrada para cartão SIM com suporte a LTE (nos EUA) e 3G no mundo inteiro. Ou seja, quem quiser levá-lo para qualquer lugar ainda poderá se conectar a redes móveis para usar a internet.

Enquanto o mercado ainda explora alternativas para notebooks híbridos que funcionem tão bem como tablets quanto como laptops, esses aparelhos que giram para todos os lados parecem boas opções. Mas não consigo imaginá-los como reais substitutos para um tablet. Eles são maiores, mais grossos, mais pesados (tablets costumam pesar menos de 1kg), e mais difíceis de carregar. De qualquer forma, a presença de um teclado físico ajuda bastante quem precisa usar para trabalhar, por exemplo. Não substituem um tablet, mas são boas opções de notebook com touchscreen. [Engadget 1, 2, LaptopMag]