Todo mundo tem uma história, e com o Snapdragon não é diferente. Embora falemos muito das últimas iterações do SoC, ele está por aí já tem algum tempo, sempre nas entranhas dos smartphones mais rápidos de suas épocas. Pronto para entrar no túnel do tempo? Então vamos lá!

A família Snapdragon foi introduzida no mercado no final de 2008. O Snapdragon S1 tinha, para os padrões atuais, configurações bastante modestas: CPU single-core rodando a 528 MHz, renderização 2D via software e suporte a redes 3G. A HTC, nos modelos Tattoo e Wildfire, e a Huawei, no U8110 e U8500, usaram o primeiro modelo.



Os modelos seguintes da família (S1), com CPU levemente mais rápida e já com GPU Adreno, foram usados por mais fabricantes — LG, Samsung, Sony Ericsson, BlackBerry, Motorola… Difícil lembrar alguma grande fabricante que pulou essa família. Alguns célebres, como o Nexus One, fabricado pela HTC e com a assinatura Google, o imortal HTC HD2 que até hoje é capaz de rodar uma variedade grande de sisteams operacionais, além de toda a primeira leva de aparelhos com Windows Phone 7 usavam a primeira versão do Snapdragon.

O Snapdragon S2, de 2010, expandiu a linha de produtos com o SoC da Qualcomm como coração. Outros notáveis fizeram parte dessa leva, como os novos Windows Phone (Lumia 900, da Nokia, os dois Titan, da HTC), diversos modelos da Sony Ericsson, incluindo o topo de linha Xperia Arc, e alguns de LG, HTC e Samsung.

Nos EUA, o Snapdragon S3 (2011) despontou foi muito usado pela Samsung em algumas das incontáveis variantes do Galaxy S II, um dos grandes smartphones daquele ano. Ele também era encontrado dentro do TouchPad, tablet da HP que usava o webOS, comprado pouco antes da Palm. Foi o último dispositivo lançado com esse ótimo sistema operacional. Mais uma vez, HTC e Sony Ericsson foram as principais marcas a usarem o SoC da Qualcomm.

Em 2012 o Snapdragon S4 sacramentou a posição de liderança da Qualcomm no cenário móvel. Toda a linha Windows Phone 8 usava esse SoC, bem como diversos modelos de ponta da HTC (One V/S/X), outros tantos da agora apenas Sony, a linha RAZR da Motorola, o venerado Nexus 4, da LG/Google, vários tablets e o HTC J Butterfly, primeiro smartphone comercial com uma tela Full HD. O ano também marcou a padronização do 4G LTE nos Estados Unidos, padrão que diversos modelos do S4 suportam nativamente.

O que esperar do futuro? Só há uma certeza: teremos smartphones e tablets mais rápidos e capazes de fazer mais gastando menos energia. A evolução não para.