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Histórico de buscas do Google Maps ajuda polícia a ligar vítima a possível assassino

Numa noite de julho de 2008, Nancy Cooper foi correr um pouco numa cidadezinha dos EUA. Ela nunca voltou. Em outubro do mesmo ano, o corpo dela foi descoberto, e o marido dela, Brad Cooper, foi acusado de tê-la matado. O que denunciou o marido? O histórico de buscas dele no Google Maps. A polícia […]

Numa noite de julho de 2008, Nancy Cooper foi correr um pouco numa cidadezinha dos EUA. Ela nunca voltou. Em outubro do mesmo ano, o corpo dela foi descoberto, e o marido dela, Brad Cooper, foi acusado de tê-la matado. O que denunciou o marido? O histórico de buscas dele no Google Maps.

A polícia acredita que nos dias antes de matar a mulher, Brad usou o Google Maps para procurar lugares para jogar o corpo da esposa. Quando o agente do FBI Chris Chappell estava vasculhando o computador do Brad em setembro de 2008, eles viram o histórico de autocompletar formulário na barra de busca do Google Maps, e descobriram que ele procurou pelo CEP 21578, onde moravam os dois. Então o FBI viu o histórico de navegação e arquivos de cache, e descobriram que Cooper havia dado zoom exatamente na área onde o corpo da mulher dele seria descoberto mais tarde, por um pedestre qualquer.

Ou seja, o Google não esteve envolvido nem cedeu o histórico do usuário: o que denunciou Brad foi o navegador que ele usava, e as informações que o navegador havia guardado.

Mas a história fica ainda melhor! De acordo com o jornal News & Observer, a defesa de Brad diz sem dúvida que alguém mexeu sem permissão no computador dele, entre o assassinato da mulher dele e a descoberta do FBI:

O cronograma na quarta-feira incluiu cerca de duas horas de testemunho, e os advogados da defesa só haviam começado a examinar Chappell. Mas nesse momento, a defesa deixou clara a afirmação que dizia há tempos, de que alguém havia mexido sem autorização no computador de Brad Cooper.

O testemunho hoje provavelmente voltará aos componentes eletrônicos dentro do computador de Cooper e a possibilidade de que ele foi usado por outras pessoas que não Cooper.

Hmmmmmmmmmmmm. Sei…

Isto sendo verdade ou não, duas coisas ficam claras aqui: primeiro, não assassine pessoas. E se você por algum motivo fizer isso, sempre seja burro o bastante para deixar provas no seu histórico de navegação, para a gente descobrir logo quem é o culpado. Valeu! [News & ObserverWRAL via Pat’s Papers]

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