Nós gostamos um bocado do Windows Phone 7. É de longe o sistema operacional mais inovador dos últimos anos. Ele é lindo, coeso e tem o conteúdo (e não os apps) em primeiro lugar. Por isso estávamos bastante ansiosos para a chegada dele aqui. A estréia demorou uma enormidade, e coincidiu com a chegada da gostosa atualização sabor fruta tropical. O que importa é que no fim recebemos talvez o mais poderoso smartphone da plataforma, o gigante (4,7”!!!) HTC Ultimate que ainda nem foi lançado nos EUA. Ele chega às lojas da Vivo ainda esta semana por R$ 1.799. Passamos bons minutos com ele nas mãos, filmamos tudo e contamos a experiência para vocês.

O Leo já tinha brincado com ele na IFA em Berlim e de cara declarou que era o sonho de consumo. Já tinha mexido em outros Windows Phones, mas hoje foi a minha vez de experimentar com mais calma o Windows Phonão. E fiz um vídeo:

http://vimeo.com/30869351

O que mais chama atenção, além de ele ser obviamente enorme? O Windows Phone 7.5. É lindo. Mas isso nós já tratamos a fundo aqui. De todo modo, é impossível não registrar: a fonte é linda, os livetiles, a integração dos hubs, os ícones discretos (baixe o Zune no seu PC e verá exatamente do que estou falando). É claro que isso é algo bem de gosto pessoal (alguns aqui não simpatizam com ele), mas o WP7 não deixa de encantar no mínimo pela audácia de propor algo efetivamente diferente da lógica introduzida no iOS.

Mas, de novo, isso é pessoal, e vai da preferência de cada um. E em relação a outros smartphones? O que impressiona mesmo é a velocidade. Ele é o smartphone mais rápido que eu mexi porque ele é sempre rápido. O S II é insanamente rápido, mas em algumas tarefas, apps, sites ou dependendo do que estiver aberto a coisa pode andar ligeiramente menos rápida (algo que imagino possa ser consertado no ICS). Como há uma grande padronização das experiências e apps do Windows Phone, o processador de 1.5 GHz mais do que dá conta de manter tudo sempre rápido. É difícil cravar se a navegação é igualmente rápida (faremos mais testes) que no S II (atualmente o fone mais rápido que eu mexi), mas abrir fotos, jogos, câmeras e música acontece sem um mínimo soluço como você pode ver no vídeo.

“Ei, Pedro, e 4,7” não é grande demais pra sua mão de mocinha?” É, mas como vimos pela pesquisa, vocês não se incomodam. Quando vi que a tela gigante mantinha a resolução de 480×800, achei que a resolução ficaria muito prejudicada. Mas como a fonte se adapta a todo tipo de tamanho e zoom (problema que o Android começará a resolver com a Roboto), não há muito problema, tudo parece bem bonito. Não é “retina” como o iPhone 4/4S e o Galaxy Nexus. Mas é igualmente bonito. E apesar de não ser Super Amoled de pretos ultraprofundos de alguns outros smartphones, o painel LCD com IPS tem ótimas cores, brilho e ângulo.

Não deu muito tempo de testar a câmera de 8MP ou, principalmente, ver se a bateria aguenta tudo isso. Mas o primeiro contato é bastante promissor. Já conseguimos um Ultimate pra gente e espere notas de teste e um review completo nos próximos dias. O que vocês querem saber?