A Huawei já conduziu testes com as quatro maiores operadoras brasileiras para o 5G e a expectativa da companhia é liderar o desenvolvimento da rede de próxima geração, conforme aponta uma reportagem da Reuters publicada nesta terça-feira (9). Apesar disso, um executivo afirmou que o País está atrasado em relação aos seus vizinhos latino americanos.

Nicolas Driesen, diretor de tecnologia da Huawei, disse que embora a empresa esteja liderando as iniciativas do 5G, o Brasil está atrasado em relação a outros países na região. O Uruguai já iniciou redes de teste comerciais em abril, se tornando o primeiro país latino americano a disponibilizar a rede para consumidores.



Segundo o executivo da Huawei, o México também está “dois anos a frente do Brasil”. Porém, ainda segundo ele, o País ainda pode alcançar seus vizinhos se o leilão de frequências programado para março de 2020 acontecer dentro do prazo estipulado.

Segundo a Reuters, alguns especialistas temem que o leilão possa ser adiado, uma vez que as regulamentações ainda estão sendo definidas. Em maio, a Anatel decidiu sobre a destinação e o regulamento de condições de uso das faixas de radiofrequências de 2,3 GHz e de 3,5 GHz para o 5G.

A agência diz que a a faixa de 2.300 a 2.400 MHz é importante para estarmos alinhados aos sistemas mundiais do tipo IMT (sigla em inglês para Telecomunicações Móveis Internacionais). Já a faixa de 3.300 a 3.600 MHz é considerada a porta de entrada para as redes de altíssima velocidade do 5G. Será preciso garantir, no entanto, que a ocupação da faixa de 3,5 GHz não prejudique o funcionamento dos receptores de sinal de TV aberta via parabólica.

“Estamos trabalhando no 5G desde 2009 e nossa tecnologia de ponta a ponta é competitiva nos custos porque permite a reutilização de alguns equipamentos da geração anterior”, disse Nicolas Driesen, diretor de tecnologia da Huawei, em entrevista à agência.

Uma das principais barreiras para a adoção ampla do 5G no Brasil é a dificuldade na liberação da instalação de antenas. Existem projetos de lei municipais que querem mudar as atuais regras e se alinhar com as diretrizes com a lei federal. “Uma boa cobertura 5G exige cinco vezes mais torres, mas aqui as regras variam de cidade para cidade, tornando o processo muito complicado”, completou Driesen.

[Reuters]