Ao invés de tentar encolher ainda mais as tecnologias de armazenamento de dados atuais, a IBM fez uma abordagem diferente e projetou um novo sistema do zero – construindo a partir de átomos individuais. O novo sistema de armazenamento pode levar a aumentos de até 100 vezes na densidade dos chips. Toma essa, lei de Moore!

Pesquisadores na IBM, em conjunto com o German Center for Free-Electron Laser Science (CFEL), usaram um microscópio de tunelamento com varredura para alinhar átomos de ferro que englobam o sistema de armazenamento magnético. Eles descobriram que doze átomos de ferro, agrupados em duas fileiras de seis, era o número mínimo necessário para estabelecer um único bit de informação. Oito pares de fileiras, obviamente, são necessários para armazenar um byte. Discos rígidos convencionais requerem mais do que um milhão de átomos por bit, passando de meio bilhão por byte.

Infelizmente os pesquisadores não estão esperando ansiosamente para que essa tecnologia chegue ao mercado. Sua produção iria necessitar um processo de fabricação completamente novo e um investimento enorme para equipamentos e fábricas para tornar isso possível. O próprio protótipo existe apenas em um ambiente de baixíssima temperatura e os dados precisaram ser gravados com um microscópio de tunelamento com varredura.

A situação não foi um desperdício completo, entretanto.  A IBM identificou um tipo de magnetismo que pode se tornar extremamente útil em futuros produtos de armazenamento. Conhecido como antiferromagnetismo, é o inverso da força que segura os desenhos de seus filhos na geladeira. Magnetismo tradicional não funciona bem em escala atômica porque os ímãs vizinhos iriam interferir uns com os outros. Antiferromagnetismo, por outro lado, inibe essa interação e permite que pesquisadores construam estruturas muito menores. . [Popular Science – GigaOm – MSNBC – Imagem: Sebastian Loth/CFEL]