Após termos nossa primeira imagem do 2014 MU69 em janeiro, a sonda New Horizons enviou suas fotos mais nítidas já feitas até agora do distante objeto espacial. As imagens têm uma resolução de cerca de 33,5 metros por pixel, cumprindo um dos objetivos desafiadores da missão de observar o objeto apelidado de Ultima Thule.

“Conseguir essas imagens exigiu que soubéssemos com precisão onde estavam tanto o minúsculo Ultima quanto a New Horizons — momento a momento — enquanto passavam uma pela outra a mais de 51,4 mil quilômetros por hora sob a fraca luz do Cinturão de Kuiper, 1,6 bilhão de quilômetros além de Plutão”, disse Alan Stern, do Southwest Research Institute e investigador principal da New Horizons, em um comunicado. “Essa foi uma observação muito mais difícil do que qualquer coisa que tínhamos tentado em nosso sobrevoo de Plutão em 2015.”

Quase um mês depois de seu voo histórico no Ano Novo, a espaçonave New Horizons, da NASA, enviou sua foto mais nítida do objeto localizado no Cinturão de Kuiper. Mas essas novas imagens, captadas com a ferramenta LORRI (Long Range Reconnaissance Imager), da nave espacial, fornecem ainda mais detalhes. Stern apontou que algumas dessas características observadas “que agora vemos na superfície do Ultima Thule são diferentes das de qualquer objeto já explorado antes”.

Como observado pela NASA, elas incluem tanto as regiões de “áreas circulares de terreno” quanto curiosos fossos, cuja causa parece ser motivo de debate entre a equipe da New Horizons. John Spencer, vice-cientista de projetos do Southwest Research Institute, disse que os cientistas de missão estão divididos sobre se elas são “crateras produzidas por impactores, fossos de sublimação, fossos de colapso ou algo completamente diferente”.

Levará vários meses para que a New Horizons envie todos os dados coletados sobre esse objeto localizado a mais de 6,4 bilhões de quilômetros da Terra. E ainda há muito a se descobrir sobre esse mundo distante. No início deste mês, por exemplo, imagens empolgantes pareciam mostrar que os lóbulos do MU69 são muito mais planos do que os cientistas haviam previsto.

“Embora a própria natureza de um voo rápido, em alguns aspectos, limite o quão bem podemos determinar a verdadeira forma do Ultima Thule, os novos resultados mostram claramente que Ultima e Thule são muito mais planos do que se pensava inicialmente e muito mais planos do que o esperado”, disse em um comunicado Hal Weaver, cientista de projeto da New Horizons e do Laboratório de Física Aplicada Johns Hopkins, na época. “Isso irá, sem dúvida, motivar novas teorias de formação planetesimal no início do Sistema Solar.”

[NASA]