A moda entre biohackers é implantar luzes LED debaixo da pele

Inspirados por organismos bioluminescentes, biohackers revelaram um implante de silicone magneticamente ativável equipado com LEDs.

Inspirados por organismos bioluminescentes, os biohackers da Grindhouse Wetware revelaram sua mais recente criação – um implante de silicone magneticamente ativável equipado com LEDs.

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De acordo com o Motherboard, o coletivo de biohackers realizou três implantes em conjunto em uma operação simultânea em Dusseldorf, na Alemanha, no último sábado. O dispositivo, chamado Northstar V1, tem mais ou menos o tamanho de uma moeda, sendo assim consideravelmente menor do que o modelo anterior, o Circadia 1.0. O procedimento de implante do dispositivo levou cerca de 15 minutos (imagens pesadas aqui), e foi realizado sob condições rigorosas.

Assim que implantado e ativado, o dispositivo Northstar pode retroiluminar tatuagens existentes ou imitar bioluminescência. Quando um imã é posicionado no dispositivo, suas cinco luzes LED começam a piscar. Após dez segundos, ele entra em modo sleep. O pessoal da Grindhouse diz que ele pode acender 10.000 vezes antes de a bateria acabar, e não pode ser recarregado. Assim que isso acontecer, ele precisa ser cirurgicamente removido.

Quando o Motherboard perguntou porque sua equipe criou o dispositivo, o cofundador da Grindhouse Wetware disse: “Você sabe, as pessoas da comunidade de biohacking queriam. Eles entraram em contato conosco porque queriam iluminar as tatuagens. É assim que geramos nossos implantes, deixamos que a comunidade nos inspire.”

O grupo planeja disponibilizar o dispositivo no ano que vem. Idealmente, a Grindhouse quer vender cerca de 100 Northstar V1 para estúdios de tatuagem espalhados pelo mundo.

Em relação ao futuro, a Grindhouse tem grandes planos. Uma versão futura do chip poderia, além da funcionalidade cosmética, entregar informação biométrica importante para um dispositivo externo como um smartphone. Outro recurso bacana pode ser a capacidade de o chip registrar os movimentos das mãos, e enviar esses sinais para outro dispositivo. Ele serviria como um controle personalizável para jogos ou algo semelhante. Saiba mais: [Motherboard]

Fotos via Grindhouse Wetware/Ryan O’Shea

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