Em 2006, Rob Summers foi atropelado por um carro. Ele tinha 20 anos de idade e ficou completamente paralisado do peito para baixo. Ele ouviu de muitas pessoas que nunca mais andaria. Se você foi uma das pessoas que disse isso para ele, bem, você estava errado.

Durante três anos após o acidente, Summers passou por muitas sessões de terapia física intensa — mas sua condição continuou igual. Seus médicos decidiram fazer algo diferente. Em 2009, eles implantaram um estimulador elétrico em sua espinha dorsal, na esperança de que o eletrônico acordasse seu sistema nervoso, afetado pelo acidente. E funcionou. Após alguns dias, Summers já era capaz de ficar em pé sem ajudar. Em questão de meses, ele conseguia mover ses dedos, joelhos e quadril. Ele chegou ao ponto de dar alguns passos em uma esteira.

O caso de Summers foi publicado hoje no periódico The Lancet, um instituto de pesquisa criado pela National Institutes of Health, nos EUA. Sim, Summers ainda não pode ficar em pé sozinho se o estimulador não estiver ligado — ele anda, normalmente, em sua cadeira de rodas — mas pesquisadores continuam chamando o tratamento, batizado de estimulação epidural, de “avanço”. É um progresso nunca antes visto em alguém com uma lesão total na espinha dorsal. [Yahoo! AP]

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