Da próxima vez que você acordar com mau hálito, pode se orgulhar de que – embora o cheiro seja ruim – ninguém mais tem um hálito como o seu. De acordo com um estudo recente, você tem uma espécie de “impressão digital” no hálito que não só é exclusivo, como pode até prever doenças.

Em um estudo de 11 dias, pesquisadores do ETH Zurich e do Hospital Universitário de Zurique acompanharam o hálito de onze voluntários diferentes, em momentos diferentes do dia, com espectrômetros de massa.

Eles descobriram que, se você remove algumas pequenas flutuações, a composição do hálito de uma certa pessoa permanece bem constante, seja ele desagradável ou não. Ou seja, é como se seu hálito tivesse uma “impressão digital”.

Claro que seu hálito não seria tão útil para identificar você como, por exemplo, uma impressão digital de verdade. Mas ele pode servir como uma referência pessoal para monitorar sua saúde.

Agora, os pesquisadores vão determinar os padrões que indicam doenças; se eles forem encontrados no seu hálito, podem indicar problemas de saúde de forma mais prática que um teste de sangue ou urina, por exemplo.

Nós sempre soubemos que o ar exalado dos pulmões podem trazer informações importantes sobre saúde, mas estabelecer uma “impressão digital” própria é fundamental. Se os médicos guardarem os dados sobre seu hálito, seria possível detectar até mesmo sinais bem fracos de doenças infecciosas e metabólicas, ou até mesmo notar coisas como câncer e falência de órgãos.

O próximo passo após a prova de conceito é conseguir espectrômetros de massa mais baratos e móveis, que possam ser usados fora do laboratório, e então começar a criar um grande catálogo de hálitos para notar quando ele indica que você está com algum problema de saúde. E como não é necessário guardar o hálito – só as informações sobre ele – o banco de dados não terá um cheiro de bafo da manhã. [Science Daily via Popular Science]

Imagem por papa1266/Shutterstock