A Computex 2019 está rolando em Taiwan, e a Intel levou algumas novidades para o evento. Depois de inúmeros atrasos, a companhia revelou a primeira leva de processadores de 10 nm. A 10ª geração dos Intel Core, de codinome “Ice Lake”, deve começar a aparecer nos computadores a partir do meio deste ano.

O foco da companhia nestes chips são modelos portáteis. Isso significa que ainda não foram revelados os chips que consomem muita energia – como aqueles que encontramos em computadores gamers e afins – embora eles estejam planejados ainda para este ano. Os modelos apresentados na conferência desta terça-feira (28) são voltados para notebooks e ultrabooks.



Isso não quer dizer que não são chips potentes, mas apenas que não possuem o poder das máquinas mais monstruosas que você pode encontrar.

O Ice Lake vai começar com opções de 9W, 15W e 28W com no máximo quatro núcleos, oito threads e velocidade de clock de 4,1 GHz no Turbo. É o tipo de chip que se compara com aqueles presentes nos atuais MacBook Pro de 13 polegadas.

Os números apresentados pela Intel não são impressionantes. A companhia diz que os Ice Lake têm clock 18% mais rápido, mas esse número tem como base o desempenho de chips Skylake lançados há cerca de quatro anos.

A performance de um único núcleo também não cresceu muito. Repare no gráfico abaixo que a diferença entre o novo modelo e os chips Whiskey Lake, do ano passado, não é grande:

Gráfico compara chips Ice Lake com gerações passadas

O ganho real dos novos chips parecem estar na parte gráfica. A Intel diz ter quase dobrado a performance de seus últimos processadores de 15W – isso significa que um chip que exige menos energia agora é capaz de fazer o trabalho que só era possível em um computador com processador mais faminto, de 28W.

Gráfico compara desempenho gráfico do Ice Lake com oitava geração

Ainda não dá para saber como esses novos números vão se comportar na prática, nem como eles se comportam ao lado da concorrência, mas a expectativa é que você possa jogar com mais fluidez, mesmo em computadores ultraportáteis.

Os novos processadores também suportam uma variedade maior de monitores, como monitores 5K a 60Hz ou monitores 4K a 120Hz. A companhia também incluiu suporte ao VESA Adaptive Sync.

O Verge destacou que uma das novidades mais animadores desses chips não estão lá tão garantidas. A Intel revelou em janeiro que tecnologias como suporte para portas Thunderbolt 3 e Wi-Fi seriam incorporadas no silício, quase que assegurando que todos os notebooks com esses processadores teriam essas funcionalidades. Acontece que, embora as fabricantes não tenham mais que encontrar espaço na placa-mãe para incluir um controlador para as portas Thunderbolt e um módulo Wi-Fi, ainda serão necessários componentes adicionais para que tudo funcione.

Chips monstruosos

Em outros assuntos, falemos de muita potência. No ano passado, a Intel revelou o primeiro processador voltado para o público geral capaz de alcançar clock de 5 GHz, o 9900K – naquela ocasião, apenas dois núcleos do chip chegavam nesse número absurdo.

Agora, a companhia anunciou a chegada do Intel Core i9-9900KS, uma versão superpoderosa do 9900K, que consegue atingir 5 GHz em seus oito núcleos.

A velocidade de base desse chip é de 4 GHz, ligeiramente mais rápido do que os 3,6 GHz do 9900K. A companhia demonstrou durante o evento o Intel Performance Maximizer, uma ferramenta que fará o overclock do processador de forma automática e dinâmica, de acordo com o desempenho exigido.

A Intel não revelou o TDP – máximo de energia dissipada pelo CPU – do novo chip e a suspeita é de que seja necessário uma fonte mais potente para lidar com ele.

Estes são os números do processador: oito núcleos, 16 threads, 16 MB de cache L3, processo de fabricação de 14 nm++, suporte a memórias DDR4 de até 2.666 MHz e GPU Intel UHD Graphics 630.

A expectativa é que o modelo esteja disponível no final de 2019, por rios de dinheiro.

[Intel, Engadget (1, 2), The Verge]