A tecnologia de rádio, em seus primórdios, foi muitas vezes chamada de telefone sem fio. O Xbox foi quase chamado de MEGA. Mas você sabia que a internet também quase acabou com um nome diferente? Na verdade, ela quase foi chamada de “catenet”.

Assim como a internet deriva seu nome da palavra “internetworking” (interligação de redes), o termo catenet veio da palavra “catenated” (concatenado), que significa unir em uma série conectada.

Dada essa origem, provavelmente a pronúncia era “ca-te-net” ao invés de “quei-te-net”. Mas, felizmente para as Kátias e Kates no mundo inteiro – que provavelmente ainda estariam sofrendo com trocadilhos indignos – o nome não pegou. (Quem se chama Mirtes não teve a mesma sorte…)

Em 1974, o pioneiro da internet Louis Pouzin escreveu um artigo chamado “Uma Proposta para Interconectar Redes de Comutação de Pacotes” e o apresentou na Universidade de Brunel, em Londres. Nessa apresentação, ele cunhou o termo catenet para descrever uma rede de redes que ele esperava ser adotada no futuro.

Isso, claro, foi antes da ARPANET começar sua migração para TCP/IP, protocolos que sustentam a nossa internet moderna. Vint Cerf, outro pioneiro da internet, escreveu um estudo para a DARPA em 1978, intitulado “O Modelo Catenet para Interligação de Redes“, que tentaria definir precisamente o que era esta catenet.

Pessoas dentro da comunidade de pesquisa, por vezes, ainda se referiam à internet como catenet até o início dos anos 1980. Mas, no final da década, praticamente todos estavam usando o termo mais aceito – internet.

Novas tecnologias exigem novas palavras que nos permitam falar sobre elas. Mas não há nada óbvio sobre qual nome uma determinada tecnologia deve receber. Em algum lugar do multiverso, um usuário da catenet está BackRub-ando alguma coisa – “BackRub” era um dos possíveis nomes para o Google.

Imagem: mapa da ARPANET em abril de 1971, do artigo “Mapas Selecionados da ARPANET”, publicado na Computer Communications Review em outubro de 1990.