O iPhone 11 básico pode ser tudo o que você precisa. Isso foi o que fiquei pensando durante o evento da Apple nesta terça-feira (10) e, posteriormente, quando tive a oportunidade de testar o novo dispositivo e os seus irmãos maiores “Pro”. Embora os modelos Pro ofereçam algumas tecnologias impressionantes para pessoas que curtem fotos, para a maioria das pessoas o iPhone 11 de US$ 700 oferece muito valor.

Embora os modelos Pro tenham três câmeras com tamanhos focais de 52 mm, 26 mm e 13 mm, o iPhone 11 tem apenas as opções de 13 mm e 26 mm. Isso provavelmente vai ser o suficiente para a maioria das pessoas. Tenha em mente que com apenas uma lente na traseira, o iPhone XR foi a edição mais vendida no ano passado. No caso, o iPhone 11 tem a vantagem de ter uma lente mais ampla.

Lógico que não vai dar para fazer um super zoom em um jogador de basquete famoso, como é possível com o XS ou como fiz com minha câmera DSLR (veja abaixo para entender), mas, novamente, para a maioria das pessoas, vai ser tranquilo usar o iPhone 11. Especialmente porque além da tela e dos módulos de câmera, o iPhone 11 e os iPhones 11 Pro são bem parecidos.

Ambos permitem que você faça “slofies”, que é nome terrivelmente bobo da Apple para selfies de vídeos em câmera lenta. Ambos permitem que você use o novo modo noturno, que tira fotos melhores em ambientes pouco iluminados. Eles também podem detectar quando o telefone estiver em um tripé para melhorar a fotografia noturna.

O iPhone 11 e o iPhone 11 Pro também incluem o mesmo processo A13 Bionic. Este deve ser o melhor processador já lançado pela companhia, já que Tim Cook, CEO da Apple, se gabou que seu antecessor, o A12, era mais rápido que qualquer CPU de laptop da Intel. Ou seja, esperamos mesmo que esse novo chip seja um monstro. Mas, como observamos antes, é difícil notar melhorias reais com o breve contato que tive com o aparelho.

A Apple diz que seu processador é rápido e dará uma hora a mais de bateria comparado com o XR. Em nosso teste, o XR teve uma autonomia de pouco menos de 12 horas — então, o iPhone 11 deve ficar ligado por umas 13 horas seguidas.

O iPhone 11 Pro e o iPhone 11 Pro Max têm autonomia melhor porque contam com uma tela OLED e baterias maiores. O iPhone 11 Pro deve oferecer quatro horas a mais de autonomia que o XS, e o iPhone 11 Pro Max deve ganhar cinco horas comparado com o XS Max. Baseado em nossos testes dos modelos do ano passado, isso pode se traduzir em 15 horas para o iPhone 11 Pro e 18 horas para o iPhone 11 Pro Max.

Interface de câmera do iPhone 11O iPhone 11 Pro dará ao usuário maior controle sobre as fotos. Crédito: Alex Cranz/Gizmodo

Então, tudo bem, os Pros têm bateria melhor, mais câmeras na traseira, telas melhores e mais brilhantes e carregamento rápido de 18W. Essas são definitivamente características melhores! Mas essas coisas legais exigem um acréscimo de US$ 300 a US$ 400, e acho que isso não será o suficiente para a maioria das pessoas abrir a carteira.

Talvez por isso que a Apple tenha decidido adotar o termo Pro, que é aplicado para iPads e MacBooks de gama alta. O Pro, aparentemente, é para a pessoa que quer o melhor equipamento disponível e não liga em pagar mais. Para o resto de nós, meros mortais, não existe um nome sofisticado para ser adicionado no final de nossos equipamentos. O iPhone 11 é o suficiente.

A pré-venda dos iPhones começa nesta sexta-feira (13) nos EUA. O iPhone 11 começa em US$ 700, enquanto o iPhone 11 Pro tem preço sugerido de US$ 1.000 e o iPhone 11 Pro Max começa custando US$ 1.100. Faremos um review completo dos novos dispositivos da Apple o mais rápido possível.