O Facebook escolheu uma semana particularmente complicada no mercado financeiro norte-americano para iniciar suas operações na NASDAQ — quem diz é a CNN. E isso, somado ao barulho que o “FB” naturalmente causaria nas cotações das bolsas de valores, atingiu em cheio outras empresas de tecnologia. Tanto que, a certa altura, as negociações de papéis da Zynga foram suspensas.

Oito minutos depois que o IPO do Facebook começou, a Zynga já registrava queda de 11,4%, o que, no acumulado de ontem para hoje, representada 13,3% de desvalorização. Foi o suficiente para que as operações dos seus papéis fossem suspensas até que os investidores se acalmassem. Após essa parada forçada, as ações se recuperaram e fecharam o pregão com queda de “apenas” 5%.

Outras empresas de tecnologia também fecharam em baixa. LinkedIn em -5,65%, Pandora em -7,13%, Groupon em -6,69% e Yelp em -12,36%. O próprio Facebook fechou o dia com uma tímida subida de 0,71%, com as ações valendo US$ 38,27… O pico durante o pregão foi de US$ 43, valorização de 12%.

Embora seja um pouco exagerado atribuir toda a culpa dessa onda de negatividade entre os investidores de empresas de tecnologia nos EUA ao Facebook, há bons motivos para acreditar que, sim, há relação entre esses eventos. O TechCrunch acredita que parte dos investidores esperava que as ações da Zynga fossem catapultadas junto com as do Facebook e, quando isso não aconteceu, bateu o desespero. Somado a outra parcela de investidores que usavam a Zynga apenas como um “aperitivo” para o Facebook (logo, descartando as suas ações quando as do FB ficaram disponíveis), talvez isso explique a queda vertiginosa nas ações da criadora do FarmVille. [TechCrunch, G1]