Este lugar sóbrio, sereno, quase tranquilo, é a sala de execuções do Japão. Aquela peça no teto segura a corda, e as marcações em vermelho no chão mostram onde o alçapão fica antes de ser aberto debaixo do infeliz que ali viverá seus últimos momentos. E esta é a primeira vez que o Japão mostra essas salas. 

Boa parte do processo japonês de execução de penas de morte sempre foi envolto em mistério. De fato, nas ocasiões em que veículos de notícias locais foram levados até estas salas, eles foram transportados em ônibus com cortinas fechadas, afim de manter a localização em segredo. O NY Times descreve o processo de execução:



Os jornalistas foram conduzidos pelas câmaras, uma a uma: uma capela com um altar budista onde o condenado ouvia a leitura dos seus últimos ritos; uma sala pequena, também com uma estátua de Buda, onde um administrador ordena oficialmente a execução; a sala de execução, com uma roldana e anéis para a corda e um alçapão onde o condenado fica de pé; e a sala ao lado onde os funcionários assistem ao enforcamento.

O prisioneiro é algemado e vendado antes de entrar na sala de execução, segundo os funcionários. Três administradores apertam botões separados, apenas um dos quais abre o alçapão – mas eles não sabem qual. Os funcionários ganham um bônus de US$ 230 para cada execução em que estiverem presentes. 

Todas as execuções no Japão são por enforcamento, e aparentemente, entre os países que compõem o G8, os Estados Unidos e o Japão são os únicos que ainda aplicam a pena de morte. [NY Times]