Os mais tradicionalistas do mundo do futebol torceram o nariz ferozmente para a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. Por aqui nós achamos bacanas os estádios que eles pretendem construir e não ficamos com raiva dos camaradas do Oriente Médio. Mas depois de ver o que o Japão ofereceu à FIFA, tudo mudou. Os japoneses queriam instalar sistemas de transmissão holográfica 3D por estádios em todo o mundo, para aqueles que não pudessem ir ao Japão. Holografia. Em três dimensões. Num estádio. E nós perdemos essa chance.

O vídeo que o Japão entregou à FIFA é cheio de traquitanas tecnológicas. São tradutores simultâneos do tamanho de moedas, sistemas de realidade aumentada com informações dos estádios e das cidades e muita, mas muita holografia. A principal utilização da tecnologia seria para ajudar os menos abastados que não poderiam ir ao Japão. Com uma exibição holográfica em 3D dentro de estádios vazios, os jogos poderiam ser acompanhados de vários cantos do mundo – só não fica claro se é em tempo real. Seria o fim dos telões na Avenida Paulsita e afins.

A holografia também aparece no que o Japão batizou de “tecnologia de comunicação ultrarrealista” e, claro, não poderia faltar uma mulata brasileira para explicar o sistema, que levaria pessoas ao redor do globo para as comemorações japonesas. Para não pagar passagens demais, elas chegariam de forma holográfica e veriam todo o cenário ao seu redor. Só não sabemos se essa tecnologia já existe de verdade e, se a resposta for positiva, tá na hora de liberar esse estudos no WikiLeaks, Japão! Confira o vídeo e entenda como valeria mais a pena ir para o Japão do que aguentar o calor do Catar em 2022. [Engadget]