Nos últimos dois anos, o setor nuclear do Japão foi interrompido completamente, por causa do derretimento do reator da usina de Fukushima em 2011. Mas, esta semana, pela primeira vez deste então, o governo está religando um reator de maneira definitiva, apesar da oposição da opinião pública.

O Japão tirou da tomada a energia nuclear em setembro de 2013. Desde então, reavaliou regulações de segurança do país para 43 reatores nucleares. Entretanto, na terça-feira, o reator número 1 da usina de Sendai, em Kagoshima, na costa sul do país, foi ligado novamente com padrões mais rigorosos. Ele voltará a produzir eletricidade gradualmente — a operação completa deve ser retomada no mês que vem.



O país é o maior importador de gás natural do mundo, o segundo maior de carvão, e o terceiro maior de petróleo bruto. O primeiro-ministro Shinzo Abe defendeu a retomada da atividade nuclear como uma maneira de usar recursos próprios e economizar dinheiro.

Mas o Japão também aproveitou para implantar novas e brilhantes maneiras de aproveitar energias alternativas durante o hiato nuclear. Painéis solares foram instalados em campos de golfe e em represas, por exemplo. Novas casas começaram a ser construídas em montanhas para usar energia geotérmica. No mês passado, a maior turbina de energia eólica flutuante do mundo foi posicionada a 19km da costa de Fukushima.

Não há como negar a potência da energia nuclear — são necessárias muitas turbinas eólicas para conseguir a mesma energia produzida por uma usina nuclear. Mas viver num dos país mais propensos a terremotos com uma parte considerável da região costeira cheia de reatores nucleares é de tirar o sono de qualquer um. O Japan Times diz que uma pesquisa revelou que pelo menos 60% dos entrevistados se opõem ao uso de energia nuclear.

Torcemos para que as iniciativas feitas em energias alternativas não parem com a retomada do programa nuclear.

[Kyushu Electric via Reuters and The Japan Times]

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