A Amazon é uma gigante mundial com tentáculos em diferentes áreas de atuação. Justo no dia do Prime Day, dia em que a companhia concede descontos em alguns países (por aqui, tem rolado um Kindle Day, com descontos em livros e leitores eletrônicos), o Bloomberg Billionaires Index (um índice que mede a fortuna de super-ricos) declarou o CEO da Amazon, Jeff Bezos, como o indivíduo mais rico da história moderna, quando se considera a inflação do período.

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A Bloomberg informou nesta segunda-feira (16) que, com as ações da Amazon atingindo o valor de US$ 1.822,49, a riqueza de Bezos é agora estimada em mais de US$ 150 bilhões. Isso é maior do que o recorde anterior, atingindo por Bill Gates, que em 1999 chegou a ter uma riqueza de US$ 100 bilhões. Abaixo, o que diz a publicação sobre o feito do fundador da Amazon:

Bezos, 54, superou Gates em termos de ajuste de inflação. A marca de US$ 100 bilhões de Gates atingida em 1999 durante o pico do boom das empresas de internet valeria cerca de US$ 149 bilhões em valores atualizados. Isso torna o chefe da Amazon o CEO mais rico da Terra desde 1982, quando a Forbes publicou pela primeira vez um ranking sobre riqueza.

É lógico que esse dinheiro não veio do nada. Bezos começou com uma varejista com preços agressivos e hoje atua com serviços na nuvem, leitores eletrônicos, alto-falantes inteligentes, serviço de streaming, entre outras coisas. A ascensão da companhia também vem acompanhada de alegações de uma cultura corporativa brutal e problemas em relação com trabalhadores (alguns, inclusive, entraram em greve nessa semana).

Se pensar bem, há oito meses, mais especificamente em novembro de 2017, a riqueza de Bezos ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões, o que é um lembrete de quanto a distribuição de renda desigual continua a crescer.

Como apontado pela CNBC, Bezos só não ultrapassou uma pessoa: John D. Rockfeller, que, em meados de 1900, tinha uma fortuna avaliada em 2% do PIB dos EUA, que seria algo em torno de US$ 350 bilhões nos valores atuais. Se continuar assim, o chefão da Amazon deve levar mais um ou dois anos para superar essa marca.

[Bloomberg]

Imagem do topo por AP