Pixel Rift agora é Pixel Ripped. O jogo de realidade virtual que está sendo desenvolvido pela brasileira Ana Ribeiro, antes voltado somente para o Oculus Rift, mudou de nome justamente para não ficar tão associado ao headset da Oculus. A informação foi dada pela própria desenvolvedora ao Gizmodo.

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“Queremos evitar comparações ou confusão com o Oculus Rift, [já que] estamos planejando lançar [o jogo] em outros headsets como o da Valve, Sony e Gear VR”, fala.

Pixel Ripped em sua versão para HTC Vive da Valve e Project Morpheus da Sony ainda está na fase das conversas com as empresas. O certo, até agora, é que o jogo sairá para Oculus Rift e Gear VR da Samsung.

Para quem não conhece, o agora Pixel Ripped é um dos mais promissores jogos de realidade virtual e brinca com a ideia de meta jogo. Isso porque nele controlamos uma menina, Nicola, que joga o jogo também chamado Pixel Ripped em diferentes era dos videogames, do Atari ao Nintendo 64. É literalmente um passeio virtual pela história dos jogos eletrônicos. Já falamos sobre o jogo aqui no Gizmodo, contando a história da desenvolvedora.

Isso nos leva a outra novidade do game. Quando ainda se chamava Pixel Rift, o jogo seria divido em fases, cada uma representado uma geração de consoles. Agora, cada uma dessas fases se tornou um jogo completo, que serão lançados aos poucos, com o primeiro jogo — Pixel Ripped 1989, que representa a fase do portátil GameBoy — chegando no fim de 2015.

A criadora Ana Ribeiro explica melhor: “Antes estávamos planejando lançar em episódios, mas como eles se tornaram longos, decidimos transformar os episódios em jogos completos e lançar separadamente”. Ela fala que cada jogo deve ter de 30 a 40 minutos de gameplay.

Após o lançamento de Pixel Ripped 1989, virão o Pixel Ripped 1978 (era Atari), 1984 (Arcade), 1994 (Super Nintendo) e 1999 (Nintendo 64). “Vamos começar por 1989 pois este episódio foi muito bem aceito e o público tem pedido mais”, conta a desenvolvedora.

pixel Ripped

Pixel Ripped está sendo desenvolvido pela brasileira Ana Ribeiro (programação e game design) e a inglesa Stef Keegan (arte 3D), e com o apoio de diversos freelancers. Já há alguns anos morando no Reino Unido, a brasileira começou o Pixel Ripped como um trabalho final do mestrado e logo chamou a atenção da comunidade VR na Europa.

Quem quiser, pode baixar a demo da versão de PC de Pixel Ripped, sem a necessidade de ter um aparelho VR, no site do jogo, mas Ana avisa que essa ainda era uma versão pré-alpha do jogo. Pelo menos já dá pra ter uma ideia de como Pixel Ripped será.