Quase todas as empresas de tecnologia têm programas de recompensa para quem achar falhas de segurança. Um dos últimos a ganhar uma grana encontrando erros em sistemas foi um jovem uruguaio que levou US$ 36 mil do Google.

Como um rapaz de 22 anos descobriu sozinho uma das piores falhas de segurança da história
Brasileiro ganha quase R$ 80 mil por descobrir falha grave no Facebook

Ezequiel Pereira, 18, já é velho conhecido da empresa. O prêmio atual foi o quinto já obtido por ele achando falhas de segurança. No caso, ele encontrou uma vulnerabilidade no Google App Engine, a plataforma do Google para desenvolvimento e hospedagem de aplicações web, que foi considerada uma “execução de código remoto”, possibilitando a um atacante fazer alterações nos sistemas internos da companhia.

Pereira achou a falha já há algum tempo, mas só recentemente recebeu a autorização para falar publicamente sobre o problema. Nesse meio tempo, o Google verificou se procedia a falha e já trabalhou para consertá-la.

O primeiro bug encontrado por ele não rendeu muito, mas isso não o impediu de buscar outros. “Achei algo quase que imediatamente que valia US$ 500. Então, eu decidi continuar tentando”, disse Pereira para a CNBC.

Ao todo, ele já ganhou prêmios do Google nos valores de US$ 500, US$ 5.000, US$ 7.500, US$ 10.000 e US$ 36,6 mil.

Recentemente, ele usou parte de sua premiação para tentar aplicar para uma bolsa de estudos em universidades norte-americanas. Como não obteve resposta, agora está estudando engenharia da computação em Montevidéu, onde vive.

Pereira ganhou seu primeiro computador aos 10 anos e aprendeu a programar no ano seguinte. Autodidata, se interessou por distintas linguagens de programação e participou de várias competições do ramo. Inclusive, após ganhar um desses campeonatos, ele teve a oportunidade de visitar a sede do Google na Califórnia.

Para saber mais detalhes sobre as premiações obtidas pelo Ezequiel Pereira, basta acessar o site dele.

[CNBC e Digital Trends]

Imagem do topo: Ezequiel Pereira durante viagem a San Francisco, na Califórnia (EUA). Crédito: Reprodução.