Há exatos 100 anos, era lançado pela marca italiana Lancia – hoje sob o guarda-chuva da Stellantis – o Lambda, carro inovador que contava com diversas várias tecnologias que seriam, depois, adotadas por quase todas as fabricantes.

O carro foi apresentado em 1922, durante o Paris Motor Show, e foi desenvolvido pelo engenheiro Vincenzo Lancia, que pretendia lançar um carro menor, leve e que não precisasse de um motor grande para entregar um bom desempenho.

O Lambda vinha com o primeiro chassi monocoque de alumínio sobre aço tensionado, eliminando a necessidade de uma estrutura pesada, e formando uma espinha dorsal leve para o veículo.

A nova tecnologia permitia que os passageiros sentassem nas laterais do eixo de transmissão e não acima dele, como era comum na época. A novidade também proporcionava que a carroceria fosse montada mais perto do solo, abaixando o centro de gravidade do carro e melhorando a aderência à estrada.

Outras inovações do Lancia Lambda

Além do novo chassi, o carro da Lancia contava também com a primeira suspensão dianteira independente, formada por pilares deslizantes, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos. Outra inovação foram os primeiros freios nas quatro rodas.

Apesar de não ter sido pensado como um carro esportivo, o Lambda recebeu ainda um potente motor V4. O motor também era compacto e leve, graças ao uso de um bloco de alumínio.

As primeiras versões do veículo tinha uma velocidade máxima de cerca 115 km/h, tinha um tanque de 68 litros e queimava uma média de até 13 litros de gasolina a cada 100 km. Inclusive, conforme apontou o Autozine, o Lambda conseguiu acompanhar o carro de corrida Alfa Romeo.

De acordo com o Auto.cz, foram produzidas mais de 13 mil unidades do Lancia Lambda entre os anos de 1922 e 1931. Nesse meio tempo, o carro foi lançado em nove séries diferentes, utilizando motores maiores que variavam de 49 a 69 cavalos de potência.

Por mais que ele tenha sido um veículo mais caro, ele foi considerado um sucesso comercial na época. Além disso, o lançamento do Lambda acelerou o desenvolvimento da tecnologia automotiva global em pelo menos uma década. Muitos dos conceitos e recursos tecnológicos seriam adotados nas décadas seguintes por fabricantes como Citroen e Volkswagen, por exemplo.

O carro inovador seria substituído pelo Lancia Artena, menor, mais econômico e mais barato, em 1931.