Após anos de rumores, surgiram novas especulações sobre o futuro da divisão móvel da LG, já que o CEO Kwon Bong-Seok enviou uma mensagem para sua equipe, nesta quarta-feira (20), sugerindo que em breve virão grandes mudanças.

De acordo com informações do jornal Korea Herald, outro executivo da LG disse que “como a competição no mercado global de dispositivos móveis está ficando mais acirrada, é hora de a LG fazer uma decisão racional sobre o que é melhor. A empresa está considerando todas as medidas possíveis, incluindo venda, retirada ou redução do tamanho do negócio de smartphones”.

Felizmente, Kown disse que “independente de qualquer mudança de direções na operação dos negócios de smartphones, todos os empregos serão mantidos e não há com o que se preocupar”. O Korea Herald havia relatado rumores de que até 60% da força de trabalho da LG poderia ser transferida para outras divisões.

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Não seria exatamente uma surpresa a LG sair da área de telefonia ou vender sua divisão de smartphones depois de anos de prejuízo. Mas, ainda assim a notícia parece um pouco abrupta já que a LG apresentou um novo conceito de smartphones que “desenrolam” na CES 2021.

Recentemente a LG terceirizou a produção de dispositivos de baixo custo e, com isso, conseguiu reduzir suas perdas. Ainda assim, a divisão de telefonia sofreu um prejuízo operacional de US$ 124,9 milhões no terceiro trimestre de 2020.

Parece que os problemas da LG Mobile vêm de diferentes frentes. A primeira é que, por anos, a LG tentou manter o ritmo da sua rival coreana, a Samsung, sem ter o mesmo nível de tecnologia ou vendas para bancar o desenvolvimento de smartphones premium. Além disso, os celulares da marca há muito tempo são vendidos com software e suportes medíocres. Até houve esforços como o Centro de Upgrade de Softwares, mas que tiveram pouco efeito para os usuários finais. Na prática, novas versões do Android continuam demorando meses ou anos para chegar aos smartphones da LG.

E embora eu realmente goste de aparelhos mais experimentais como o LG Wing, normalmente parece que a LG passa mais tempo jogando ideias ao vento do que tentando construir um portfólio de dispositivos com preços mais baratos ou intermediários para competir com os dispositivos mais acessíveis da Samsung, como os da linha Galaxy A, que são alguns dos mais vendidos do mundo.

Se a LG quiser salvar seu negócio de smartphones, talvez ela deva aprender algo com a Motorola ou a Nokia. Ela poderia focar mais em design de hardware de dispositivos e mudar para uma versão mais tradicional do Android. Isso permitira que a empresa continuasse a trabalhar no desenvolvimento de aparelhos como os celulares “que desenrolam”, além de lançar mais aparelhos intermediários, deixando para o Google cuidar mais do software e suas atualizações.

Seja como for, pode não ser o fim da linha, mas, no mínimo, grandes mudanças virão.