Querido Lifehacker,
Estou lendo algumas notícias sobre um novo estudo que diz que não há conexão entre celulares e câncer. Isso é bom, né? Só que eu sinto que leio um estudo desse por semana. Finalmente concluímos que os celulares são seguros ou o quê?

Abraços,
Confuso pelos grandes portais

Caro Confuso,

Sim, esse último estudo — o maior do tipo já feito — não encontrou nenhuma conexão significativa, por isso as chamadas estão declarando que “não há conexão com câncer” e “celulares não aumentam o risco de câncer”. Mas é impossível provar a negativa (do mesmo jeito que você não pode provar que não há um unicórnio invisível nos vendo nesse exato instante), por isso o debate continuará. Não há uma resposta definitiva e, como sempre, mais estudos são necessários. Mas separamos algumas informações bacanas para você, além de dicas interessantes.

O último estudo, publicado pela BMJ, é uma atualização de um estudo nacional na Dinamarca que coletou dados de mais de 350 mil usuários de celulares. Ele não encontrou conexão entre ter um celular e tumores no cérebro ou no sistema nervoso central, mesmo após uma década analisando os donos de celular. Boas notícias, certo?

Mas é importante frisar que eu disse donos, e não uso de celular; essa é uma das limitações do estudo. Ele substituiu assinaturas por uso. Um grupo de especialistas de vários países estão criticando duramente o estudo, dizendo que ele é falho por se basear na escolha de indivíduos do grupo de controle, deixando de lado usuários corporativos, assim como o risco maior encontrado em oito casos de um raro tipo de câncer.

Estudos anteriores sobre a possibilidade de conexão entre celulares e câncer tiveram enormes debates semelhantes, e foram inconclusivos. Nenhum estudo é definitivo. Por causa disso, a melhor coisa que podemos fazer é nos educar sobre os fatos: não há conexão consistente provada por enquanto, mas celulares emitem energia de radiofrequência. O Instituto Nacional de Câncer dos EUA tem um bom apanhado sobre o risco de câncer por causa de celulares, explicando os pontos principais e mostrando os estudos mais atuais, além de dicas para “prevenir do que remediar” que você pode usar:

• Use um kit para não usar o celular com as mãos
• Não use seu celular por longos períodos próximo a sua cabeça

Às vezes, o vai e vem das pesquisas (com os especialistas argumentando ferozmente entre si) pode ser mais confuso do que útil mas, pelo menos, quanto mais pesquisas tivermos, melhor. Temos certeza de que em breve mais estudos estarão disponíveis, e evoluiremos mais alguns grãos de sal nesse assunto. Foto por Ed Yourdon.

Com amor,
Lifehacker