Os Jogos Olímpicos de 2020 estão sendo disputados por Istambul, Madri e Tóquio; mas as três concorrem com logos pouco inspirados, na maior parte envolvendo flores.

Estes são os logos das candidaturas: a versão final sairá pouco depois que a sede for definida. (Este era o logo da candidatura do Rio.) Mas por que eles são tão conservadores?



Por medo e indecisão. O Brand New descreve o árduo processo de escolha: os países querem inserir todo tipo de conceito no design do logo, e tentam simultaneamente evitar ofender qualquer pessoa.

A cautela é de certa forma justificada se lembrarmos de alguns escândalos recentes. O logo dos Jogos de Londres foi criticado porque lembrava a Lisa Simpson ajoelhada fazendo… alguma coisa. E não vamos esquecer da vergonha que Vancouver passou em 2010, quando seus mascotes olímpicos meio que lembravam o Pedobear – tanto que um jornal da Polônia publicou a imagem abaixo. Para completar, o logo das Olimpíadas Rio-2016 foi acusado de plágio, algo que seus criadores negam.

logos jogos olimpicos

Assim, os candidatos de 2020 estão sendo mais conservadores nas suas escolhas de design, e o resultado é ao mesmo tempo confuso e sem graça. Pegue, por exemplo, o design de Istambul. É uma tulipa, um símbolo tradicional da cidade, combinado com um horizonte; lembra uma cópia barata das pinturas de Georgia O’Keeffe. Mas olhe bem de perto: o formato do logo é um pouco sugestivo, não?

No dia 7 de setembro, o Comitê Olímpico Internacional vai escolher a cidade-sede de 2020. Pouco depois, veremos o logo oficial – diferente dos expostos aqui – por anos e anos. Será que ele será tão conservador quanto as opções acima? [Brand New via BI]

Atualizado às 19h24