Sabemos que os senadores brasileiros passam por dificuldades financeiras e não têm muito dinheiro para fazer coisas básicas como viajar, especialmente agora que endureceram as regras para distribuição de verbas parlamentares. Mas agora, um furo descoberto pelo Congresso em Foco mostra o nível de perrengue que os nossos estimados parlamentares se encontram. Há uma partição de rede com filmes e músicas que pode ser acessada por qualquer pessoa do Senado em Brasília. São 80 Giga de discos de Megadeth e Beto Barbosa e filmes como Meu nome não é Johnny. Sim, você leu certo: apenas 80 Giga de pirataria para centenas de servidores públicos e 81 senadores. Convenhamos. É pouco. 

As pastas (já tiradas do ar pelo Congresso – nessas horas eles são rápidos)  estavam com nomes pouco chamativos, como KRATZL. Dificilmente alguém esbarraria ali sem querer.  O conteúdo estava, pela reportagem, assim distribuído: 6,4 GB de música (com Nelly Furtado, Pink Floyd e Rogério Skylab para agradar qualquer um), uma pasta com alguma versão de Warcraft (espero que o Warcraft 3, ficaria decepcionado se alguém que elegi ainda jogasse o Warcraft 2, meia-boca) e 61,1 GB de filmes (como A menina e o porquinho e Gran Torino, que ainda nem tem em DVD – mostrando que os senadores não se incomodam com screeners), além de uns trocados que davam a soma de 80 Giga.

Eu, que sou bastante otimista, tenho certeza que o Congresso só estava simulando um ambiente de pirataria para aprofundar os estudos sobre a reforma das leis de direitos autorais, tão necessária. E vocês? [Congresso em Foco]