Você vai pra praia e, claro, leva o notebook. No fundo, você sabe que algo terrível pode acontecer, e no meio uma resposta gigantesca de e-mail, o pior de fato acontece: a bateria acaba, e a péssima infra-estrutura das praias brasileiras, que não têm tomadas em todos os coqueiros, te deixa na mão. Exatamente com esse cenário em mente que eu decidi pelo meu novo notebook. Quase comprei um Macbook, mas acabei ficando com este Asus UL30VT- A1, lançado há poucos dias aqui nos EUA. Esta imagem que eu capturei agora, do inacreditável tempo de bateria, mostra que fiz a escolha certa.



Exato. Eu já havia usado por umas 2-3 horas e ainda sobrava 65%. É muita bateria. Ele chega a 12+ horas se você usá-lo como simples máquina de escrever, e, ao que parece, passa facilmente das 6 horas usando internet bastante e jogando. No momento da captura estava rodando com a placa de vídeo onboard e com Wi-Fi ligado. Falo mais sobre isso depois.

Olhando assim de longe, o Asus é um dos muitos clones de Macbook Air. Ele tem tela com iluminação por LED de 13,3” (resolução de 1.366 x 768), teclado chiclet, ausência de drive ótico e bastante portátil, já que é fino e pesa apenas 1,67 kg. Mas ele tem alguns truques bem interessantes que o diferenciam do primo rico da Apple, e mais importantes para o meu uso em particular. Três motivos me fizeram comprá-lo aqui nos EUA em uma rápida viagem.  

O primeiro, como eu disse, foi o tempo de bateria. É absurdo. Colocar uma bateria de 8 células de 5600 mAh sem deixar um calombo na parte de baixo ou fazer o bicho pesar muito é um feito de engenharia. Estou cobrindo um evento que tem várias palestras e entrevistas na sequência. Fico o dia inteiro longe da tomada – assim como na praia – então autonomia é algo fundamental para mim. No meu netbook da Dell, eu ficava na mão várias vezes (com meu uso intenso, a bateria ia logo pro saco), ainda mais depois que coloquei o Windows 7. Com o UL30, os meus problemas aparentemente acabaram. E, sim, os produtos da Apple tem um tempo de bateria normalmente superior, mas o Asus, por usar um processador de baixo consumo, ganha a parada.

Motivo dois: o preço. Paguei US$ 825, aqui. O Macbook Air parecido (com o processador melhor, que se diga) custava quase o dobro do preço. Bizarramente, a taxa Apple no Brasil está ficando cada vez menos aparente, mas nos EUA, produtos similares de Cupertino ainda são bastante mais caros.

Motivo três: as duas placas de vídeo. O Asus tem, além da tradicional GMA4500 integrada da Intel, uma nVidia G210M de 512 MB. Você pode ligá-la quando precisa (há um botão dedicado no teclado), por exemplo, jogar. Ele roda Crysis no nível "Medium" de detalhe, ou Team Fortress 2, no high, com folga. O nível de experiência do Windows para "gaming graphics" é 5,9, o que é bem impressionante.

O motorzinho do Asus é um Intel ULV7300, de dois núcleos a 1,3 GHz. Com os 4 GB de RAM DDR3 é uma máquina bem rapidinha, rodando o Windows 7 Home Premium de 64 bits. A saída HDMI faz com que ele seja uma companhia perfeita para uma TV de alta-definição (ele roda tanto filmes em 1080p quanto vídeos por streaming sem soluços).

Como desvantagens em relação ao Macbook destacaria o touchpad e o design. No Asus eu não tenho um touchpad nem de longe tão bom quanto o dos Macs (apesar de que ele suporta alguns gesto como dois dedos para scroll ou 3 dedos para simular o clique no botão direito), e mesmo sendo bem construído, há um bocado de plástico, fazendo-o parecer mais barato e menos durável que os primos da Apple. O quanto isso vai afetar a longo prazo ainda vou ver. 

Resumindo, por enquanto, o Asus UL30VT-A1 é o netbook que eu sempre quis ter, apesar de não ser um netbook. É mais rápido, igualmente portátil (não cabe numa bolsa de mulher, mas como eu sempre levei numa mochila, tudo está ok), tem uma bateria fortíssima e me deixa editar fotos ou jogar alguma coisinha quando estou longe do desktop.

Não há previsão de lançamento dele no Brasil, mas pelo preço dos concorrentes locais, inferiores, duvido que chegue por menos de R$ 3.000. Por ora, quem estiver de passagem ou com algum amigo muito caridoso viajando pelos EUA, é uma pedida bastante interessante. Tem me impressionado, até agora.