Se a notícia mais importante do Mobile World Congress em Barcelona foi o anúncio do Windows 7, os aparelhos mais bacanas foram mostrados pela HTC, de longe. Quer mais um exemplo? Este HTC Legend, um Android 2.1 leve e finíssimo, "esculpido" em uma peça de metal como um Macbook unibody. Se eu pudesse escolher apenas um robozinho, dos milhares apresentados até hoje, ficaria com este.

O Legend roda o Android 2.1, mesmo do Nexus One e o Desire, com a ultrabacana interface Sense com contatos melhores arranjados e "visão aérea" dos aplicativos abertos. Por dentro ele é um pouquinho diferente, com um processador de 600 MHz (o mesmo do iPhone 3GS). A tela de AMOLED de 3,3” é incrivelmente nítida, rivalizando com o Samsung Wave, que é pior por ter pavões e o Bada.

Na mão ele é lindo, leve, finíssimo, com tela ultra responsiva. Conversei com um cara da HTC mais tempo e perguntei qual o celular que ele próprio tinha no bolso. Eram dois. Um HD2 "para trabalho" e algumas coisas multimídia, como filmes, e o Legend para se divertir. Mas ele levantou o Legend com um sorriso, e é isso: o novo Android da HTC é um celular divertido. Na Europa ele irá substituir o Hero, que custa uns 350 Euros (R$ 1.000). Ou seja: apesar de bonitão, ele não é nem o produto mais simples nem o mais caro da empresa. É o Android para todos.

Isso não importa para nós brasileiros. Conversei com pessoas de operadoras do Brasil aqui em Barcelona que me explicaram porque HTC, Blackberry e iPhone vendem seus aparelhos tão caro no Brasil. A resposta é incrivelmente simples: eles não têm fábrica aqui, o que faz com que a carga de impostos seja excepcionalmente mais alta. Mas hey, se você tiver um amigo passeando pela Europa no fim de março (eu volto semana que vem, foi mal), o Legend é uma encomenda que vale.