Netbooks? Isso é totalmente setembro de 2009. Passado. A onda agora entre as fabricantes nacionais é lançar clones do Macbook Air. A receita: notebook levinho, tela um pouquinho maior, processador de baixa voltagem, sem drive ótico. Ontem foi a vez da Itautec lançar seu modelo, o magrelo aí de cima, por R$ 2.459. Chega semana que vem.

O notebook, com o simpático nome de L9310, em referência a um cruzador da Frota Estelar, tem 1,5 kg, 2 cm de espessura, monitor widescreen de 13” e processador Intel SU 4100, o mesmo de uma série de computadores, como o Lenovo lançado semana passada. Para não fazer feio em relação à concorrência, tem Windows 7 Home Premium e saída HDMI. 

O preço é legal, mas há problemas: só 2 GB de RAM, quando boa parte dos concorrentes já vem com 4 GB, e bateria de 3 células. Isso dá menos tempo de vida fora da tomada (sem informação oficial sobre – no máximo 2h30 ou 3h segundo uma pessoa da Itautec), algo importante nesses notebooks mais parrudos e portáteis. Os concorrentes da Positivo (o Platinum) e da MSI (X340) tem bateria com duração melhor, mas são mil Reais mais caros.

Detalhe interessante revelado na coletiva ontem: há um motivo de todos esses computadores de marcas não gigantes, como Apple, Dell e HP, terem um visual meio parecido. Há, na prática, quatro grandes fabricantes de computador no mundo. As empresas brasileiras que querem vender notebooks chegam lá em Taiwan, compram um kit de peças para montar, trazem para o Brasil, adequam o que precisam, remontam e vendem o kit (por causa dos benefícios fiscais, é mais barato comprar o kit e reconstruir do que importar).

Há pouquíssimas alterações sobre o molde original. "Você só consegue encomendar um form factor se você for uma HP, tiver um volume muito grande", revelou um executivo da Itautec. A empresa brasileira não tem, então o L9310 é um notebook de voltagem baixa meio genérico, mas montado com carinho – é o que eles prometem. Vale?