Foi o que me disse hoje Roberto Brandão, gerente de tecnologia da AMD Brasil. Pelas informações que eles coletam, os chips Athlon, Sempron e Phenom estão em 60% dos desktops montados por pequenas empresas ou entusiastas – o marketshare varia um pouco, mas tem se mantido nesse patamar no País. Quem anda pela Sta. Ifigênia ou lê os fóruns especializados já deveria desconfiar, mas é bom ter um número mais oficial. Por outro lado, dificilmente você vai ouvir aquele cara chato do Extra anunciando algo diferente de um "Intel Dual Core". Isso porque no varejo brasileiro a coisa é bastante diferente, como explicou Brandão – culpa dos consumidores.

A verdade é que Intel é uma marca conhecida. Muito mais conhecida. Então, segundo o próprio gerente da AMD, o cidadão comum chega na loja pra comprar e exige Intel. E, como, nas suas próprias palavras, quem decide tudo no mercado brasileiro é o varejista (que tem lucro de 25%, contra 7% do fabricante), acaba que as empresas como Positivo, Megaware, Amazon PC e semelhantes só montam computadores com chip Intel.

Como mudar isso? Marketing é importante, educação do consumidor e apoio das fabricantes. O pessoal da AMD ficou realmente feliz com o recente apoio da HP Brasil na linha de notebooks. Se te ajuda, Brandão, eu ainda acho que dificilmente algo da AMD bata o meu Core i7. Mas só este ano montei para outras pessoas 4 máquinas com Athlon X2 7750 Black Edition, o melhor custo/benefício para um processador de dois núcleos na humilde opinião de quem gosta de cortar os dedos montando micros. 

Ah, na foto está um PC com a Radeon HD 5870 rodando o jogo Haw-x a 60 fps em 3 TVs ao mesmo tempo. Fica assim: