O Motorola Quench (Cliq XT nos EUA) é um smartphone bastante bom. Além de ter todas as funcionalidades que você precisa em um smartphone de uma maneira bastante fácil de usar – graças ao Android –  ele é bonitinho, razoavelmente rápido e leve, e totalmente capaz, com 3G e Wi-Fi, câmera de 5 MP, GPS e etc. A TIM, que terá exclusividade por enquanto, aposta que esse vai ser o primeiro smartphone para muita gente, especialmente pelo preço: R$ 899, desbloqueado, no pré-pago. Com um plano bem decente.

Se você quiser comprar com o plano Liberty 100 + plano de dados ilimitado, o aparelho sai por apenas R$ 199. Mas, ao contrário do que falei antes sobre o iPhone, aqui faz total sentido comprar desbloqueado. Não apenas porque o Quench, como todos os aparelhos da TIM, é vendido desbloqueado. Mas pela oferta de plano "avulso", se comprado sem desconto no aparelho, com um preço excelente, considerando os preços absurdos no Brasil. 



O plano que será oferecido (você pode pegar qualquer um, mas este é a estrela) é o Liberty + 100 + dados, que sairá com um desconto de quase R$ 90 se você não quiser o subsídio do aparelho. Por R$ 109 (sem fidelidade ou multa), você tem minutos ilimitados para outros números TIM (inclusive DDD), 100 minutos para celulares de outras operadoras e fixos, 100 SMS/MMS, 3 meses de ligações ilimitadas para rádio (clientes Nextel) e plano de dados ilimitado a 300 kbps. É bastante razoável – pago o dobro disso na Vivo para o mesmo serviço.

Na coletiva de lançamento, hoje de manhã, a TIM enfatizou algo que não é muito falado no Brasil: o "custo total de posse" (Total Cost of ownership, em inglês): dividindo o aparelho em 12x no cartão (possível nas lojas), mais o plano indicado, paga-se R$ 183 por mês. Ainda é um bocado, mas é pelo menos metade do plano mais barato do iPhone, por exemplo.

Falarei um pouco mais do aparelho depois – já estamos testando um -, mas dá pra dizer que ele é bastante parecido com o Dext, sem teclado. A versão do Android é a 1.5 (a do Milestone é 2.0, do Nexus One, 2.1), mas não é algo muito diferente. Na verdade, ele tem até algumas vantagens de interface e usabilidade em relação ao meu querido Milestone

Entre as opções que estão no mercado, na mesma faixa de preço, ele é bem melhor que qualquer opção da Nokia com Symbian, como o 5800. Entre os Android, ele é bem comparável ao Samsung Galaxy ou o HTC Magic, por ser full-touch. Desvantagem em relação ao HTC Magic: a interface proprietária da HTC (Sense) é mais legal e parece deixar o celular mais rápido. O Galaxy tem uma tela muito bonita, é mais leve e parece mais bem acabado. 

Só que o Quench é muito mais barato que os dois, então eu diria que ele está quase sozinho na categoria. Para os milhões de brasileiros que se acostumaram a gostar de celulares com interface de toque através dos Cookies, Star, Corbys e Hiphones da vida, o Quench me parece um excelente upgrade, por um preço não muito maior.  Que bom.

Um hands-on mais detalhado, com vídeo, logo mais.