Há dois meses, Anssi Vanjoki, VP de mercados da Nokia, havia admitido que lançar o N97 com tantos problemas foi um erro. Hoje, na coletiva aqui no Brasil, ele repetiu, dizendo com todas as letras que o software era muito ruim, mas que agora, com as atualizações de firmware, ele era um bom smartphone. E aproveitou para anunciar o lançamento nacional do N97 Mini, que é um N97 menor, aparentemente mais bem construído, e com software ajeitado. Ele começa a ser vendido hoje na loja da Nokia por R$ 1.799, desbloqueado.

Assim como o N900 (6 meses de atraso), o N97 Mini talvez tenha chegado tarde demais, depois da avalanche de celulares com Android. Não que ele não tenha o seu valor: ele aparentemente é um N97 melhor tanto em design/tamanho quanto em software, um Symbian S60 v5 sem tantos bugs aparentemente. Mas não sei se é o suficiente, ainda mais se pensarmos que ele é mais caro que o Milestone, um celular bem mais capaz.

A tela ainda é resistiva, então a experiência de navegação não é remotamente tão boa quanto com outros smartphones recentes como o iPhone ou os Androids, mas haverá quem goste. Ao menos em uma mexida rápida nele hoje a tela não me pareceu tão terrível quanto o 5800 inicialmente. Testaremos de maneira mais aprofundada em breve.

Para não dizer que eu só falei mal, há pelo menos dois bônus que podem agradar os fãs da Nokia: um ano de licença do Comes With Music para você baixar quantos músicas você quiser e o bom navegador GPS (Ovi Maps), que funciona offline, gratuito. Quem comprar agora, online, ainda leva um headphone bluetooth de brinde. [Nokia]