Yes, we have Olimpíadas! O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar os jogos de 2016, e será a primeira cidade da América do Sul a realizar tal feito. E se você achou que os 14 bilhões de dólares a serem gastos no Rio só iriam para infraestrutura e pra Vila Olímpica (e pro bolso dos políticos e empreiteiros?), se enganou! O Rio quer oferecer internet sem fio em alta velocidade, e de graça, para toda a cidade: assim a internet se tornará a principal plataforma pra se saber tudo sobre as Olimpíadas.

O conceito de cidade conectada está no projeto de candidatura do Rio de Janeiro à cidade olímpica. A cidade ainda deve expandir e modernizar a infraestrutura de telecomunicações e criar plataformas online para centralizar as discussões sobre a Olimpíada.

Internet sem fio de graça não será novidade no Rio: já está disponível na orla das principais praias, e em partes menos abastadas também — haverá uma expansão da rede para as Olimpíadas. O problema, aparentemente, é velocidade: em Duque de Caxias, onde também há Wi-Fi na faixa, a velocidade total é de 350Mbps. Mas ela é compartilhada entre os 1,5 milhão de habitantes: quanto mais gente usando, mais lenta a conexão. Uma solução seria um investimento para aumentar temporariamente a velocidade:

“É como se você tivesse em sua casa uma internet de 1 Mbps e, quando recebesse visitas por um mês, aumentasse essa capacidade para 5 Mbps. A velocidade sempre será influenciada pela quantidade de pessoas que acessam a rede”, disse [Eduardo] Tude, [presidente da consultoria de telecomunicações Teleco].

A Olimpíada também daria oportunidade para o Rio avançar na inclusão digital, criando mais CDIs (Centro para Democratização da Informática) e usando o esporte como forma de ensinar a usar tecnologia.

Mas os detalhes do Wi-Fi gratuito — Quanto vai custar para implantar? Qual será a velocidade? Quais áreas receberão Wi-Fi grátis primeiro? — ainda não se sabe: afinal, o conceito dependia da escolha do Rio como sede dos jogos olímpicos, e o evento só vai acontecer daqui a sete anos — o projeto depende de tecnologias que podem ser bem diferentes no futuro. [G1]