Cães e gatos de estimação estão cada vez mais parecidos com os humanos. Eles se vestem que nem gente! Eles falam! Eles têm até RG — em São Paulo, pelo menos! Mas, se o Ministério da Agricultura conseguir o que quer, os bichos de estimação podem ficar um passo à nossa frente: eles querem que todo cão e gato em viagem internacional tire passaporte, e receba um implante de microchip para identificação.

O microchip, que fica na nuca dos animais, na verdade já é obrigatório em cães e gatos que entrem na União Europeia e no Japão. Segundo o JT, uma só clínica em São Paulo implanta 60 microchips por mês. E, desde 2009, todo cão encaminhado aos canis de Porto Alegre recebe o chip. Agora, com a obrigatoriedade em viagens internacionais, o número deve aumentar.

O microchip não tem GPS: segundo a VIRBAC, fabricante do primeiro microchip de bio-polímero, se seu bicho se perder, a pessoa que o encontrar precisa levá-lo a um veterinário, que liga para a fabricante do microchip e consegue levantar os dados de quem perdeu o animal.

Não me leve a mal, mas tenho um pouco de medo de onde isto tudo vai levar. Primeiro inserem no seu bichinho um microchip de identificação. Depois, vão criar um microchip de localização para implantar nele, e saber a todo momento onde ele está e o que ele está fazendo. Próximo passo: você. [JT e VIRBAC; imagem via]