Há alguns meses, o governo do Estado de São Paulo ofereceu isenção de alguns impostos para provedores de acesso à Internet que oferecessem o serviço a menos de R$ 30. A Net já cumpre as obrigações e vende pacotes mais em conta, e ontem a Telefônica anunciou que também entrará na briga, cobrando os mesmos R$ 29,80 para acesso de 256 Kbps, contra 200 Kbps do Virtua versão econômica. A tecnologia da Telefônica é um pouquinho diferente.

O preço da Telefônica, como da Net, inclui modem, instalação e provedor. Ele será oferecido a partir de 24 de fevereiro inicialmente só na capital e Grande ABC. Haverá conexão por fios normais (mas sem a necessidade de telefone fixo pré-instalado) e por WiMesh, tecnologia sem fio semelhante a redes Wi-Fi gigantes, um pouco mais baratas: imagina-se que a Telefônica chegue a determinado lugar com cabos e velocidade rápida e redistribua pelo ar o sinal. Parece razoável.    

E o resto do Brasil? A idéia do governo é que o Plano Nacional de Banda Larga estabeleça ofertas semelhantes às da Net e Telefônica em São Paulo. Se precisar, o governo pode até criar uma empresa estatal para oferecer banda larga barata, já que agora tem um monte de fibra ótica ociosa esperando ter algum fim. Esta semana, a pré-candidata à presidência Dilma Roussef (PT) disse que a Eletronet (por ora um monte de cabos, possivelmente a provedora estatal) é "tão importante quanto o pré-sal". 

Em ano eleitoral, pode esperar que internet não muito rápida, mas mais barata, será promessa de diversos políticos.