Folha revelou hoje que a Câmara dos Deputados está para estrear a sua própria rede social. Chamado E-Democracia, o site será um espaço para que cidadãos comuns e parlamentares discutam leis, por meio de uma ferramenta colaborativa chamada "Wikilegis".

A idéia é que as pessoas conheçam o que está sendo discutido, vejam o texto das leis e sugiram mudanças. No papel, a idéia é ótima. Mas a chance de hordas de pessoas passarem por lá só pra dizer que determinadas leis deveriam ser  queimadas ou refeitas é gigante. Prevendo isso, a E-Democracia está mais para Wikipédia que Youtube em termos de web 2.0. Foi o que explicou Cristiano Ferri, gerente de projetos,à Folha.

Embora seja aberto a todos os internautas, o site não permitirá protestos. "A plataforma tem objetivo construtivo, e não crítico", diz Ferri. "Para isso, há a Ouvidoria Parlamentar e os canais de comunicação tradicionais".

Todos os parlamentares poderão participar, de acordo com o gerente. "Obviamente que só irão participar aqueles que tiverem interesse", observa.

Será bacana observar quantos deputados irão se interessar pelo assunto. Ferri garantiu que mesmo os parlamentares que não são muito ligados na tal da informática poderão se inteirar das discussões online:

E, a fim de garantir que os parlamentares tenham acesso às sugestões da rede social, haverá relatórios periódicos informando o que foi discutido. "Serão elaborados relatórios impressos em papel, a serem distribuídos para os deputados, com a compilação das discussões, bem como das propostas legislativas resultantes do Wikilegis", informa Ferri.

Sim, gastarão pilhas de papel! E as primeiras leis a serem discutidas, veja só, serão oito propostas relacionadas à Política Nacional de Mudança do Clima. Eu acompanho isso ceticamente, com 3 pés atrás (eu tenho 3 pés). Mas vou dar um voto de confiança e passar por lá tentar dar pitacos, a partir do dia 3 de junho, quando ela supostamente entra no ar. Aconselho todo mundo a fazer o mesmo, com civilidade, por favor.

[Via Folha]