Depois de anos trabalhando em uma ridícula campanha publicitária, produzindo um produto medíocre, e levantando uma quantidade absurda de dinheiro (um pouco mais de US$ 2 bilhões, para ser um pouco mais preciso), a startup de realidade aumentada Magic Leap está procurando um comprador. De acordo com a Bloomberg, uma venda poderia render à empresa mais de US$ 10 bilhões – ou cerca de US$ 8 bilhões a mais do que arrecadou dos investidores em abril de 2019.

A empresa está trabalhando com um consultor para encontrar um potencial comprador ou parceiro que possa adquirir uma parte da startup de realidade aumentada. A Magic Leap estaria tentando atrair o interesse de empresas como Facebook e Johnson & Johnson.

A companhia já conversou com o Facebook, mas a gigante das mídias sociais não quis se comprometer, de acordo com a Bloomberg. Tarifas crescentes e atrasos na produção de seus próprios headsets Oculus VR devido ao coronavírus tornaram a proposta de adquirir outra marca nada atrativa.

As vendas do headset de realidade aumentada da Magic Leap também são decepcionantes, para dizer o mínimo. Nos primeiros seis meses de seu lançamento em agosto de 2018, a empresa vendeu apenas 6.000 unidades – 94.000 a menos que sua meta, segundo o The Verge. Se isso tem a ver ou não com o lançamento do dispositivo em apenas seis cidades, seu preço de US$ 2.300, as promessas ousadas que alguns dizem que não foram cumpridas, ou todas as anteriores, a empresa já mudou seu foco do mercado consumidor para o setor de negócios e demitiu dezenas de funcionários no final de 2019.

Então, quem gostaria de comprar a Magic Leap, se não uma escolha óbvia como o Facebook? Bem, Amazon, Apple, Microsoft e Google todos têm projetos de hardware de realidade aumentada, mas não está claro se alguém gostaria – ou precisaria – adquirir a Magic Leap para melhorar seus dispositivos existentes ou produzir um novo headset que realmente seja tão bom quanto o hype.