Um grupo de estudantes da Universidade de Edimburgo, na Escócia, estavam em uma viagem de campo na ilha de Skye quando fizeram uma descoberta rara: no meio das rochas havia uma mandíbula de pterossauro – um dos maiores animais voadores que já existiu.

Outros ossos do réptil também foram encontrados, o que surpreendeu os cientistas. Esses animais costumam ser encontrados em formações rochosas no Brasil e também na China, o que torna única a descoberta europeia. 

Além disso, por serem répteis voadores, estes animais possuíam ossos ocos e com paredes ósseas finas, o que os tornam extremamente frágeis. O esqueleto em questão data de 170 milhões de anos atrás, remetendo ao período Jurássico, e estava bem preservado e quase completo. 

Mas um dos pontos mais impressionantes foi seu tamanho. A distância entre as pontas de suas asas era de 2,5 metros, dando a ele o título de maior pterossauro já descoberto do período Jurássico. 

Pterossauro Escócia
Representação artística do pterossauro. Imagem: Natalia Jagielska/Museu Nacional da Escócia/Reprodução

Ele ainda é pequeno quando comparado aos répteis voadores do Cretáceo, que viveram pouco antes da extinção dos dinossauros, há 66 milhões de anos. Esses, por sua vez, tinham asas com até 12 metros de envergadura – maior que um avião de caça.

De toda forma, o tamanho considerável do novo fóssil indica que os pterossauros adquiriram grandes proporções muito antes do período Cretáceo, mudando uma antiga crença dos paleontólogos

A descoberta do fóssil ocorreu em 2017, mas só agora a sua descrição foi publicada em um artigo científico, na revista Current Biology. Ele recebeu o nome gaélico Dearc sgiathanach, que significa “réptil alado”. O material, que continuará sendo estudado, será adicionado à coleção do Museu Nacional da Escócia.