O termo “stellarator” soa como uma fonte de energia que veríamos nas histórias em quadrinhos, e não está muito longe disso. Este é o maior reator de fusão nuclear do mundo, e será ativado ainda este mês.

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Instalado no Instituto Max Planck, na Alemanha, o stellarator Wendelstein 7-X (W7-X) parece mais um projeto de arte do que o futuro da energia – especialmente quando você o compara com o tokamak, um reator simétrico e em forma de anel.

Mas stellarators e tokamaks funcionam de acordo com princípios semelhantes: em ambos os casos, supercondutores em bobina são usados ​​para criar uma poderosa gaiola magnética, a qual serve para conter um gás enquanto ele é aquecido até a temperatura necessária para os átomos de hidrogênio se fundirem.

Os stellarators são ridiculamente difíceis de se construir, um fato que deve parecer óbvio após dar uma olhada no W7-X. Seu anel com 16 metros de largura é repleto de dispositivos e cabos de todas as formas e tamanhos, incluindo 250 portas de acesso. Por dentro, temos cinquenta bobinas magnéticas de 6 toneladas cada.

Ainda assim, os stellarators têm certas qualidades que os tornam mais adequados para aplicações comerciais. Tokamaks só podem ser ativados por períodos curtos, e eles estão propensos a perturbações magnéticas que podem desestabilizar todo o reator. Como explica a Science News, diferenças na forma como os campos magnéticos são criados tornam os stellarators imunes a estes problemas.

Demorou 19 anos para construir o W7-X. Espera-se que os reguladores nucleares da Alemanha autorizem a ativação do reator até o final do mês. Se tudo correr bem e o stellarator conseguir conter o seu calor, este dispositivo poderia dar um novo rumo para a energia de fusão. O futuro energético da humanidade: painéis solares, turbinas eólicas, e núcleos de estrelas em miniatura que se parecem com katamari gigantes. Eu meio que gosto disso.

[Science News via Digital Trends]

Foto por IPP/Bernhard Ludewig