As máscaras faciais são grandes aliadas na luta contra a Covid-19. Estudos anteriores já mostraram que os equipamentos cirúrgicos, sobretudo as máscaras denominadas N95, são os que mais protegem contra o vírus, impedindo sua disseminação. 

Há apenas um problema: as máscaras funcionam como uma rede de pesca, prendendo os patógenos que passam por ela. No entanto, o vírus fica acumulado no material, fazendo com que a troca do equipamento de proteção individual (EPI) seja necessária após um curto período.

O descarte de máscaras acaba sendo prejudicial para o ecossistema. Estima-se que, apenas em 2020, 1,56 bilhão de máscaras foram parar nos oceanos, resultando no acúmulo de 1,370 trilhões de microplásticos no ambiente marinho.

Agora, pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer, nos EUA, encontraram uma forma de reduzir o problema. Eles desenvolveram uma máscara que não apenas barra a passagem dos germes, mas também aniquila os patógenos. Isso permite que a máscara seja utilizada por mais tempo, diminuindo o desperdício de plástico.

Os cientistas enxertaram com sucesso polímeros antimicrobianos nos filtros de polipropileno de máscaras faciais N95. Dessa forma, o tecido se tornou capaz de neutralizar o vírus. O estudo completo foi publicado na revista ACS Applied Materials & Interfaces.

Há apenas um problema. As camadas de filtragem das máscaras N95 são sensíveis à modificações químicas. Logo, quando o composto era aplicado, o equipamento se tornava mais suscetível à passagem do vírus. Os pesquisadores sugerem que seja criada uma camada extra de polímeros antimicrobianos para ser aplicada sobre a máscara que já existe, garantindo assim a dupla proteção.