A inspiração pode vir de todas as partes – inclusive da mesinha de café. Basta perguntar ao Ivan Vakarelski, um obcecado por Java, que descobriu as telas de amanhã naqueles irritantes aneis que atualmente fazem a minha mesa de café parecerem a superfície lunar.

Isso não quer dizer que a rede Starbucks vai amanhã mesmo começar a produzir em grande quantidade TVs caríssimas junto com seus machiatos igualmente caríssimos.

Em vez disto, vamos focar nos revestimentos condutores transparentes que atualmente habitam as telas de TV LCD de hoje. Ainda está acordado? Ótimo. Conforme explica o New Scientist, este revestimento forma um eletrodo na superfície da tela. Nas TVs de plasma, o revestimento serve como uma blindagem que evita que campos eletromagnéticos se extraviem da sua TV para dentro da cabeça sonolenta do seu cão, ou algo do gênero. De todo modo, a criação deste revestimento é algo caro e demorado, mais ou menos o que é necessário para fazer uma lente de câmera realmente legal.

Agora entre no mundo da mancha de café e do Sr. Ivan aqui. Quando o café é derramado, o líquido começa a evaporar e este processo empurra restante do café em direção à borda do derramamento (por isso a mancha circular). Inspirado por este processo, Vakarelski e companhia criaram o revestimento condutivo para telas de TV que imita o comportamento da mancha de café. E a coisa toda envolve partículas de ouro e nanotecnologia (o que não envolve?).

O benefício para você, eu e o José Consumidor é um aparelho de TV LCD mais condutivo, barato e fácil de produzir, já que Vakarelski planeja aumentar o tamanho das suas manchas de café, quer dizer, dos seus “nanoconjuntos de ouro”, em um fator de 10 vezes (tela grande!). A escalabilidade também é não um problema, já que serviria para a tecnologia mais tradicional de TV, então pode esperar que logo este troço vai invadir as os tubos catódicos. Ah, e teremos ainda mais nanotecnologia nas nossas vidas diárias. U-hu! [New Scientist]